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Você quer de volta quem te deixou?

em domingo, 15 de junho de 2025



Se você ama, tudo bem. Se ainda quer de volta, tudo bem também!
Mas, antes de correr atrás, volte para você. Porque no meio de tanto querer o outro, você talvez tenha esquecido de querer a si mesma. 
Separação dói. Parece que tiraram um pedaço de você. Mas, talvez seja exatamente esse o momento em que você começa a entender que ninguém nunca foi seu pedaço. Você é inteira. 
Agora é hora de levantar. Não para fingir força. Mas para construí-la.
Não corra atrás de alguém com as mãos vazias. Preencha sua vida de novo. Faça terapia. Cuide do seu corpo. Reencontre amigos. Redescubra paixões.
Se ainda for amor verdadeiro, vai voltar. Mas que volte para uma versão sua mais forte, mais consciente e mais viva. 
Não tente convencer ninguém a te amar. Se for amor de verdade, não precisa convencer. Só precisa existir. 
E se não voltar? Que bom! Porque você merece alguém que fique. E merece ser alguém que te escolhe todos os dias, antes de tudo.

Quer reconquistar? Então conquiste-se primeiro. 
Quer recomeçar? Comece por você. 

Você não perdeu o amor. Você ganhou a chance de se reconstruir. 
E acredite: a sua melhor versão não implora, Ela inspira. 

Ellen Roza

Término de relacionamento: Aceitação.

em sexta-feira, 15 de novembro de 2024



 Continuo recebendo bastante mensagens, pedindo conselhos sobre relacionamentos, principalmente após um término. A maioria dessas mensagens são de pessoas que não conseguem lidar bem com o término, nem superar. Li casos que me deixaram um pouco preocupada. 
 Eu compreendo que o término de uma relação pode ser uma experiência profundamente dolorosa e desorientadora. O fim de um relacionamento traz consigo a perda de sonhos, projetos e uma rotina compartilhada, aspectos que demandam tempo e cuidado para serem processados. Quando você tem uma dificuldade em aceitar e superar essa fase, é essencial compreender que essa resistência pe uma resposta emocional válida e, em muitos casos, faz parte do luto e do processo de reestruturação pessoal. 
Primeiramente, é importante reconhecer que os sentimentos intensos que acompanham o término - como tristeza, saudade e até uma sensação de vazio- não desaparecem da noite para o dia. A aceitação do fim de um relacionamento é, muitas vezes, uma jornada emocional que envolve um processo interno de autocompreensão e fortalecimento. Aqueles que se sentem estagnados nessa fase podem estar, inconscientemente, resistindo à aceitação para evitar confrontar a realidade e o desconforto da perda. 
Um ponto crucial para a superação é criar um espaço de autoempatia, permitindo-se sentir as emoções sem pressa para que desapareçam. Entender que a tristeza, o arrependimento ou até mesmo a raiva são sentimentos natuarais e, quando acolhidos, podem facilitar o caminho para a cura. Para isso, estratégias como expressar essas emoções através da escrita, conversar com amigos ou, quando possível, buscar apoio de um terapeuta, sõa de grande valor. 
Outro aspecto importante é evitar idealizar a relação passada. Quando estamos em sofrimentos, há uma tendência a recordar apenas os momentos bons e minimizar os conflitos e desafios que fizeram parte da relação. Esse filtro emocional pode tornar o processo de aceitação ainda mais complexo, e difícil. Trabalhar para ver a relação com clareza, reconhecendo os motivos que levaram ao término e as questões que existiam, ajuda a contextualizar o fim como um passo necessário para ambos.
Com o tempo, uma abordagem saudável inclui redirecionar a atenção para o próprio crescimento e autodescoberta. O término de um relacionamento oferece uma oportunidade de se reconectar com os interesses, valores e sonhos pessoais. Investir em atividades que tragam prazer e realização, como hobbies antigos, novos aprendizados e fortalecimento das amizades, é uma maneira de construir uma nova base emocional. Dessa forma, você pode redescobrir sua capacidade de sentir-se completo e satisfeito sem depender de uma relação amorosa. Isso se chama independência emocional. 
Superar o término de um relacionamento pode ser desafiador, mas com o acolhimento dos próprios sentimentos e a construção de uma nova narrativa para o futuro, é possível transformar essa experiência em um processo de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Lembre-se de que o caminho pode ser árduo, mas é através dele que se torna possível resconstruir-se com maior resiliência e equilíbrio emocional.

Abrigo para mulheres

em terça-feira, 1 de junho de 2021

 

Outro dia me perguntaram como resolver uma situação de violência doméstica, uma vez que o homem é o único provedor da casa. Muitas mulheres não sabem que existem abrigos que oferecem inclusive diversos serviços.

Como funciona a Casa de Apoio à Mulher?
Em um único espaço, é possível encontrar acolhimento especial em um ambiente confortável, acolhedor e seguro. A vítima, em situação de violência, recebe apoio psicológico e assistencial, com o amparo necessário para a sua segurança e bem-estar. Em São Paulo, a sede foi inaugurada em novembro de 2019.
Equipe Multidisciplinar

São diversos serviços em uma só localidade:

* Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica;
*Ministério Público, com atuação na ação penal dos crimes de violência;
*Defensoria Pública, com orientação às mulheres sobre seus direitos e assistência jurídica;
*Tribunal de Justiça, responsável pelos processos, julgamentos e execução das causas relacionadas à violência;
*Destacamento do programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Metropolitana, para proteger as vítimas;
*Alojamento de acolhimento provisório para os casos de iminência de morte.

Sob a responsabilidade da SMDHC (Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania) a Casa da Mulher Brasileira conta com recursos federais para a sua implementação e faz parte de um dos eixos do programa “Mulher Viver sem Violência”, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, com apoio do Governo Estadual e parceiros empresariais.

Casa da Mulher Brasileira
Endereço: Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci
Horário de Atendimento: 24 horas

Telefone: 3275-8000
Fontes: Governo Federal, Governo SP e Prefeitura SP

Em outras capitais, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, também oferecem os mesmos serviços. 

Casa de Referência à mulher/ Minas Gerais
Rua Paraíba, 641, Funcionários - BH Belo Horizonte, MG
Telefone: (31) 3658-9221

Casa Abrigo Lar da Mulher/ Rio de JaneiroPode entrar em contato pelo site da instituição.http://www.riosolidario.org/
Há outras tantas espalhadas pelo Brasil, e a própria delegacia da Mulher de cada estado pode encaminhar as vítimas para estes locais de proteção, uma vez que sua vida corre risco com o agressor solto. Gostaria de até fazer um apelo para que se puderem, fazer doações para essas instituições que muitas vezes dependem mais das doações, já que o governo não colabora muito com as verbas. Visitei uma  há quatro anos atrás e eles precisavam muito de doações, mobilizei meus amigos e conhecidos para nos reunir e arrecadar fundos. Pretendo fazer novamente este ano. 
Muitas vezes não denunciam seus agressores por medo de serem mortas, uma vez que moram na mesma casa e compartilham a guarda de filhos. São rodeadas de medo, e infelizmente não sabem que há esses abrigos em suas cidades. Em algumas situações, caso a sua cidade não tenha abrigo, a polícia pode solicitar uma busca para você e te encaminhar para o abrigo mais próximo, caso tenha vaga. Alguns abrigos fornecem alojamento por um período curto de tempo, mais por falta de vagas mesmo. Cerca de 300 mulheres por dia, chegam nos abrigos buscando uma vaga, dependendo da cidade. O governo precisaria construir pelo menos 20 abrigos em cada estado. Eu digo pelo menos, pois o número de abrigos disponíveis são insuficientes para atender tanta demanda e muitas mulheres são obrigadas a conviver com o agressor até que o processo finalize, caso ele seja denunciado. E o pior, se a mulher denuncia a agressão, corre risco de vida caso não tenha para onde ir e precisa continuar na mesma casa. Triste realidade, né?
Caso não consiga um abrigo, tente encontrar algum amigo que possa abriga-la, algum parente, mesmo que seja por uma semana, até você saber o que fazer. Nessas horas ninguém teria coragem de negar um lugar para você ficar, a menos que realmente não possa mesmo.
Já comentei aqui, acredito, que já sofri agressões de um parceiro com quem tive um relacionamento de idas e vindas por 4 anos. Eu acreditava que poderia ajuda-lo, muda-lo, mas ninguém pode mudar ninguém, viu. A pessoa muda por ela mesma, não é por outra pessoa.  Portanto, se você sofre de agressões físicas, psicológicas e verbais, tenha em mente que quem precisa mudar é você. Ou seja, não aceitar isso na sua vida, não continuar acreditando que vai mudar, que amanhã será melhor com o agressor. Ele não vai mudar, mesmo que for preso, ou enfrentar um processo, ele não mudará. Essa é a grande verdade. Alguns homens, quando se sentem ameaçados de serem presos, juram que não farão mais isso, e depois fazem , e de novo, de novo, de novo, até a mulher entender que aquilo não vai mudar.
Denuncie e procure um lugar para ficar. Mude a sua vida, agora!
Até mais.

Não se limite.

em quarta-feira, 26 de maio de 2021

 


Primeiramente, eu gostaria de agradecer ao e-mails que andei recebendo, com feedback sobre a minha última postagem, falando sobre liberdade emocional. Fiquei muito feliz, e devo dizer que eu deveria ter escrito mais coisas, porém, no momento as palavras me fugiram da mente, mas ainda bem que serviu para tocar algumas pessoas que leram.

O papo de hoje é sobre a gente não se limitar, não se anular na vida. A gente, às vezes, ou quase sempre, se anula por medo, por vergonha, até por cansaço, quem sabe. Limitamos os nossos sonhos tentando nos encaixar nos sonhos de outra(s) pessoa(s), caber dentro das possibilidades de outro alguém, e isso acontece muito quando somos casados, temos filhos, ou com uma vida estável, não queremos mexer no que está dando certo. Mas onde fica a emoção? Onde foi parar todo aquele senso de aventura e do sentimento de que tudo é possível? A gente sente falta disso, né? Principalmente quando a idade nos faz olhar para trás e a gente percebe que não realizou tudo o que queríamos. 

Eu cheguei numa fase de não desejar muita coisa, aprendi a apreciar o que tenho. Isso ficou mais forte  na pandemia, onde eu vi pessoas perderem a vida, inclusive, pessoas da minha família. Dá um choque de realidade, a gente lembra que a vida é frágil demais para ser desperdiçada. Então eu me vi fazendo promessas novamente, de viver intensamente, amar mais e odiar menos, praticar o bem sem olhar a quem, e perdoar até o que for imperdoável, o que é muito difícil. E prometi... não, eu não prometi, eu apenas ratifiquei o que venho fazendo, que é proteger minha filha e continuar sendo a melhor mãe que ela pode ter. E foram promessas como essas que me fizeram lembrar do sentimento de aventura, de que tudo é possível, e me fez voltar para a época que eu era jovem demais para entender tudo da vida, mas costumava acreditar que tudo era possível dentro do meu próprio mundo mágico. A gente reflete muito nesses momentos de tantas tragédias acontecendo no mundo todo, e eu me peguei perguntando do por quê não sermos assim quando não há tragédia? Por que nos limitamos, nos anulamos somente quando estamos acomodados com a nossa própria realidade?

Muitas vezes, temos medo de mudanças. Temos medo de que as coisas mudem tanto que não dê para voltar atrás. Como o medo de mudar para uma casa nova, em outra cidade, e até outro país. Medo de viajar para um país que você não sabe sequer o básico do idioma. Medo de encarar um novo relacionamento depois de tantas decepções. Medo, medo, medo. E a gente se acomoda com o que tem, aceita o que vem, calado. Mas a vida passa rápido demais para nos acomodar com tão pouco, é uma flecha que quando se atira, não volta atrás.

Eu participo de um grupo do facebook que reúne mulheres viajantes. Li um relato de uma querida participante que a admiro demais, onde ela conta que aos seus 48 anos, divorciada, filhos casados e a vida estável, resolveu viajar sozinha pela primeira vez para alguns países. O primeiro foi a Itália. Ela resolveu estudar o idioma por um ano, planejando a viagem durante esse tempo e foi. Mas conta que antes disso, ela se anulou pelos filhos, pelo marido que a traiu diversas vezes, pelo trabalho de coordenadora de uma escola e tantas outras coisas. Um dia ela estava em casa, num final de semana e uma amiga sua de longa data faleceu de câncer. Ela ficou arrasada por dias e disse que aquele final de semana foi o pior da sua vida. A partir disso, ela decidiu viver intensamente, com tudo o que tinha direito, e assim está fazendo. Ela já viajou para Dubai, Itália, Argentina e outros países. Vez e outra ela conta alguma coisa no grupo e inspira a nós mulheres, e é a ela que estou dedicando esse post e até aproveito para agradece-la por me inspirar sempre. Débora, muito obrigada, sempre!!

Histórias como a dela me faz pensar nas vezes em que me anulei. Eu sempre quis conhecer a Itália por causa da minha avó, e me anulei muito por causa do meu trabalho, minha filha, e diversas outras coisas. Eu desejava muito passar um tempo numa casa de praia só para escrever meu romance, então, eu venho me anulando sempre e não fazendo isso e outras que eu quero. Não vou culpar a maternidade, não tenho esse direito, pois há formas de eu realizar o que desejo, sempre. O problema é que vamos criando desculpas. Estamos sempre inventando um motivo para não fazemos o que realmente queremos. Medo. 

Então, minha amiga leitora, se você quer viajar para o Japão, compre a passagem e vá. Se não tem dinheiro, junte, planeje, foque. Se você quer um relacionamento mas tem receios, mande o medo para o inferno e se entregue de vez. Se você quer mudar de bairro, cidade, país, faça isso agora. A vida não espera você se livrar do medo. O planeta não para de girar e o relógio continua no seu tic tac.

 Faça tudo o que deseja agora. Tudo o que for saudável, que te deixe de consciência tranquila para dormir, viu. Não faça besteiras, nenhuma loucura que possa lhe prejudicar, ok?

Olhe para a sua janela. Se concentre no que vê. É a vida acontecendo lá fora. O dia vai mudando, tudo cresce e muda. E o que você fez por si mesma enquanto isso? Você conseguiu se cuidar? Conseguiu se colocar em primeiro lugar, ao menos por um dia? Fez aquela viagem que tanto planejou? Não? Não é tarde para isso. 

Claro, estamos numa pandemia e isso pode ser um motivo de não estamos fazendo tudo o que queremos. Por exemplo, pretendo ir a Coréia do Sul para um projeto que venho planejando há mais de um ano. Estou aguardando essa pandemia passar, então realmente não posso fazer absolutamente nada.  Não posso fazer nada que me coloque a minha saúde em risco, e posteriormente, a minha filha, por quem sou responsável. Mas, pequenos prazeres eu consigo realizar, como ter um dia inteiro de descanso em algum hotel spa. Tente isso uma vez, podendo ser num hotel de três estrelas, mas tem que ser somente você e a sua paz. É uma uma excelente terapia. Coisas desses tipos, dá para experimentar ao menos uma vez na vida. É só planejar, focar e não se anular, não inventando desculpas.

Não se limite, jamais.

Bye

Libertar- se.

em quinta-feira, 20 de maio de 2021

 

Eu poderia tecer qualquer besteira aqui sobre liberdade, aquela que você tem o direito de ir e vir, voltar, ficar, falar, pensar, expressar, e por aí vai. Isso todo mundo já conhece e está até careca de saber, certo? Mas, eu tenho pensando muito em escrever sobre liberdade emocional, o que pouco é falado nas redes sociais, blog, matérias e afins.

E o que é essa liberdade emocional? É o sentimento de desapego, de libertação daquilo que tanto te sufoca, te prende a sentimentos que não são recíprocos ou sadios. É como diz o ditado: Quando morre o apego, nasce a liberdade emocional.

Eu tenho falado muito sobre a inteligência emocional aqui no blog, e ela é importante para o processo dessa liberdade emocional acontecer. Mas aí, você vai me perguntar: Ellen, como eu faço isso? Eu ainda amo aquela pessoa, eu ainda quero isso e aquilo, eu sinto falta disso e disso, e por aí vai... Tudo é um processo, e vai de você dar início a esse processo, através da sua consciência e responsabilidade dos seus sentimentos. Tudo depende unicamente de você. Esquece o outro, deixa para lá. O agora, é você e o seu recomeço. É você e sua autonomia pessoal e emocional.

Sei que parece fácil falar, mas também não é difícil realizar quando a gente percebe a necessidade de dar o primeiro passo para nos refazer das cinzas daquilo que se foi, daquilo que te faz mal, que te deixa infeliz, insatisfeita, etc. Ah, claro, o amor próprio é tudo, mas sem exageros. Então, liberte-se. 

O blog seguia a linha única do tema  sobre relacionamentos. Com o tempo, eu senti necessidade de abrir novos caminhos, novas abas, novos assuntos Depois percebi que isso ajudou as leitoras a focarem em outras coisas, pois a maioria chega aqui tentando buscar soluções para os seus relacionamentos complicados e confusos, ou simplesmente entender o que está acontecendo. E eu sempre venho falando sobre focar em outras coisas quando o fim do término ainda te afeta, acho que levei isso para o blog, outros focos.

Se prender em relações frustradas simplesmente porque você acha que não pode viver sem aquela pessoa é um peso no tempo. Você acha que não vai conhecer alguém como ela novamente, mas lembre-se, que essa pessoa não pretende te fazer feliz mais, então, o certo é você agradecer por uma nova oportunidade de conhecer alguém que tenha esse interesse. As possibilidades são infinitas, e a pessoa que você ama está lá no passado, o que ele/ela já foi um dia, mas as coisas mudaram, ele/ela mudou. 

A gente se amarra na possibilidade de uma reconciliação porque temos esperança de tudo voltar a ser como foi no começo do relacionamento. E a gente tem que lembrar dos problemas atuais, dos motivos que levaram ao término. Os sentimentos demoram um pouco para "sumirem", porque é um processo. Eu digo que são três fases do término: O luto, a negação e a aceitação. Primeiro, você sofre a perda, segundo, você cai em negação, não acredita que a relação realmente acabou. E terceiro, você começa a aceitar melhor o término porque percebe que foi o melhor para os dois, e que você precisa seguir em frente. No começo é duro, a gente acha que vai morrer, que não vai aguentar mais nada, nem outra perda. E eu garanto, vai passar. Tudo passa, e você vai amar novamente, vai se entregar de novo. 

A liberdade emocional trabalha no fortalecimento emocional, te ajudando a aceitar melhor o que sente, mas antes de tudo, com a consciência do que te faz bem e do que te faz mal. É onde entra a inteligência emocional, que te ajuda a escolher o que deve sentir, quando sentir, e quando deixar de sentir. 

Eu levei tempo para trabalhar tudo isso. No começo é difícil, eu tive dificuldades em reconhecer o que me fazia mal, e o que era o melhor, aceitar certas coisas. Posso dizer que fui saco de pancadas de muita gente porque eu não sabia dizer "chega, não quero ser tratada assim", e com  o tempo eu fui reconhecendo que eu permitia isso, eu me calava em vez de reagir. As humilhações foram muitas e eu aguentei acreditando que estava protegendo pessoas que eu amava, e não, não estava. Eu fiquei emocionalmente doente por um tempo, tive depressão, cheguei ao fundo do poço achando que não aguentaria mais segurar tanta barra sozinha. Chegou um momento que eu avaliei tudo, me avaliei, me pontuei e decidi que aquilo acabaria. Eu fiz um esforço tremendo para me curar, mas antes de tudo, aceitar que precisava de ajuda. E não falo só de relacionamento amoroso, mas de todos os relacionamentos da vida. A gente aprende.

E a idade também me ajudou a chegar onde cheguei, na maturidade emocional e liberdade. Estou na casa dos 40 já, tudo passou tão rápido e eu olho para trás e penso: "Puxa, eu era assim, quem diria". Quando eu era mais nova, era muito ingênua. Eu acreditava na bondade das pessoas e perdoava fácil. Aceitava todo tipo de coisas porque acreditava que aquilo era só de momento, apesar de ficar magoada. O tempo me ajudou a reconhecer o que aquilo não era sadio para mim. A gente tende a não querer enxergar, por diversos motivos. A gente tapa o sol com a peneira e acaba sofrendo, e desnecessariamente. A gente não precisa passar por isso. 

Se você tem uma relação, seja com familiar, amigos, parceiro, que não está te fazendo bem, não precisa conviver o tempo todo, não precisa aceitar o que te faz mal. É uma decisão sua. Ou você aceita e aguenta firme sem reclamar, ou deixe ir e recomece sua vida. Ou simplesmente se afaste por um tempo para que as coisas se esclareceram na sua mente. Mas tenha consciência do que você está permitindo que façam, que falam e o que pensem sobre você.

Tem uma coisa que eu costumo falar para alguns amigos que é a gente ficar OFF. Ou seja, não falar muito da sua vida para as pessoas, ou falar tudo o que pensa, principalmente nas redes sociais, pois isso é dar munição para gente desocupada falarem da sua vida. E a gente sabe que o passatempo preferido de pessoas tóxicas é falar mal da vida alheia como se a dela fosse perfeita. E uma coisa é certa, quando nós estamos ocupados amando e vivendo a própria vida, não tem tempo para tomar conta da vida de outra pessoa. E isso eu também custei a aprender, mas aprendi. Portanto, viva em OFF, e liberte-se. Dane-se o que vão pensar sobre o fim do seu casamento, do seu relacionamento, do que quer que seja sobre você, meu bem. Liberte-se no seu OFF.

Se você está sofrendo agora, seja qual for a razão, decida que não vai ficar assim porque merece ser feliz. Decida que vai escrever sua própria história, e vai deixar um legado lindo para as pessoas que você realmente ama. Decida que vai orgulha-se de si mesma a partir de agora. Decida que vai ser diferente daqui para a frente e vai ser aquela pessoa FODA. Decida ser quem você realmente é, porque é só você que importa. Essa é a graça da liberdade emocional. Decidir se libertar. No fim, você vai descobrir que ficar preso não que não te feliz não tem grande valia. 

Liberte-se, agora.

Bye

Medo de ficar sozinha(o).

em segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

 


Oi, genteeeeeeeee!

 Hoje vamos de um papo diferente, né? Eu tenho recebido algumas mensagens interessantes de leitoras que enfrentam o medo da solidão, ou que se recusam a aceitar o status de solteira. Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer as mensagens de carinho que tenho recebido esses dias depois de contar que estive internada. Eu estou bem agora, e agradeço de coração pelas orações e manifestações de carinho que mandaram pelo e-mail. Obrigadaaaaaaaaaaa!

  Hoje quero falar sobre o medo de ficar só. Eu tenho visto e lido de muitos leitores do blog sobre relacionamentos abusivos, e mesmo assim não deixam seus parceiros por medo de ficar sozinho. Suportam tudo, maus tratos, a falta de interesse e até as traições rotineiras, porque acreditam que é melhor do que assumir o papel de divorciado, solteiro, largado e por ai vai. Vamos falar de forma aberta e honesta sobre isso, ok?

 Vou começar falando da minha experiência. Eu já fui uma pessoa que tinha medo da solidão, tinha medo de ficar sozinha, tinha medo de assumir o papel de alguém que foi deixada pelo parceiro. Eu via isso como vergonha, na verdade. Eu me importava muito com o que as pessoas falavam e pensavam, e aceitar algum término de relacionamento era uma dificuldade tremenda pra mim. E além de tudo isso, eu era uma pessoa carente, insegura, ansiosa demais. Era praticamente uma pessoa bem mala e hoje eu vejo isso como uma parte de mim que morreu ao longo do tempo. Eu era inexperiente e tinha passado já por muita coisa e com algumas perdas emocionais na bagagem. Depois que terminei o meu primeiro noivado de cinco anos juntos, eu fiquei arrasada, perdida. Eu sabia que precisava terminar aquela relação que já não me fazia feliz, não me satisfazia mais, estávamos infelizes juntos apesar de nos amarmos tanto. A família dele nunca me aceitou direito, e a minha nunca o aceitou também. Eu precisei de tempo para digerir o término, e o medo de ficar sozinha era o mais assustador. Passei dias isolada, não saía, apenas ia trabalhar e chegava em casa e dormia. Perdi muito peso porque não comia, fiquei depressiva. Levei aproximadamente três meses para aceitar que o relacionamento acabou. Preciso esclarecer que eu terminei o relacionamento. Depois reatamos e vimos que realmente não tínhamos condições emocionais para continuar a relação, que por sinal estava bem desgastada. E eu me doei demais nessa relação. Para ter uma ideia, todo final de semana eu saia de onde morava e pegava três transportes públicos para ir até ele, com duas horas e meia de viagem. Passava o sábado e domingo com ele, e ia embora no fim da tarde de domingo e ele inventava mil desculpas para não ir até a mim. Revoltante, né? Hoje, quando eu penso nisso, me sinto bem idiota, sabe. Eu poderia ter feito tantas coisas por mim nesses cinco anos de noivado e em vez disso me dediquei a um completo egocêntrico e mimado noivo.
  Passado o meu "luto" eu decidi viver minha vida como se nada tivesse acontecido. O medo de ficar sozinha ainda existia, porém, minha vida tinha que continuar. Entrei para um curso de informática avançada para ocupar minha cabeça. Cortei o cabelo que era longo demais e eu era sempre confundida com uma evangélica. Mudei de emprego e entrei num curso aos fins de semana num centro espírita, que foi onde encontrei mais forças pra superar aquele término. Logo no curso de informática conheci alguém, que no primeiro dia do curso já se mostrou interessado em mim, e super investiu, e claro, acabamos namorando depois e todos da minha turma sabiam, inclusive o professor Alímpio que até brincava que me roubaria dele porque eu era a mais bonita da classe. Pode? Não, não pode. 
  Então, eu aprendi que o medo de ficar sozinha só me trouxe consequências devastadoras para o meu emocional. Aguentei cinco anos de relacionamentos abusivos por medo de ficar sozinha. E muitas mulheres passam por isso, devido à carência afetiva muito grande, ou algum trauma do passado.
  
  E como superar esse medo? Eu superei quando decidi que não era vergonha estar sozinho, ser solteira, fazer coisas sozinha como ir no cinema, por exemplo. Aliás, é libertador!! Eu passei a fazer programas sozinha e abracei a minha própria companhia. E descobri que perdi muitas oportunidades e deixei de fazer coisas que eu realmente amava, como cinema. Eu amo ir ao cinema, adoro, e ele não gostava muito. Passei a viajar sozinha e conhecer lugares incríveis. Conheci novos amigos e reencontrei os velhos dos quais ele me afastou por ciúmes e por ocupar meus fins de semana. Eu descobri outras oportunidades, novas maneiras de levar a vida e essa é graça de ser solteira, fazer tudo sem depender da companhia do outro para isso. E passei a me amar mais, coisa que eu não fazia quando estava com ele. Eu era insegura e isso mudou quando fiquei solteira. Eu passei a me sentir mais confiante e forte. Resumindo, eu sai de uma prisão onde eu mesma me prendia. Eu me libertei.
  Quando você está com alguém, você se apega à ideia de que não consegue viver sem a pessoa, e acredita que não encontrará ninguém igual. Talvez não encontre e isso deveria ser bom, porque você tem a escolha de buscar alguém MELHOR. Pense assim: Enquanto você está numa relação que não te faz feliz mais, você poderia estar conhecendo uma pessoa bacana disposta a tentar algo novo ao seu lado, ou simplesmente, conhecendo novos amigos, fazendo novos programas, viajando, descobrindo-se novamente, se reciclando. Você estaria fortalecendo seu estado emocional e mental acima de tudo e menos vulnerável. "Ah, mas eu amo ele..." É, eu dizia isso também, e até jurei que não amaria mais ninguém. E não só amei outros homens como fui noiva mais duas vezes e morri de amores outras mil vezes. A gente ama quando conhece alguém novo que nos cativa, é simples. E nem todo amor é amor, e nem todo amor te faz bem. E não é amor quando você se ama menos do que ama ele.
  Eu particularmente AMO ficar solteira, gente. É uma das melhores fases da minha vida. Eu viajo, saio com amigas, faço incansáveis planos, faço tudo o que quero e na hora que quero, do jeito que eu quero. É libertador. O meu último relacionamento sério que já foi há uns três anos atrás, que aliás foi meu noivo também, tentou de algumas maneiras me mudar, me moldar, sabe. Eu já tinha passado por isso e decidi encerrar a relação. Foi doloroso? Foi. Hoje eu me esforço ao máximo para não assumir nenhum relacionamento porque gosto dessa liberdade de ser e estar. Então, quando falo que sou canceriana e vivendo dessa forma, algumas pessoas estranham, mas eu realmente estou amando a minha liberdade.
  Depois que você sai do relacionamento desgastado, que não te satisfaz, você sofre, evidente. Porém, com o tempo sua mente esclarece muita coisa e você sente alívio de ter terminado a relação e romper aquela dependência afetiva, corta o laço que te prende a ele,- ou ela. Eu recomendaria que em último caso procurasse um profissional se a situação se transformar em obsessão. Se sua carência afetiva te traz problemas para todos os seus relacionamentos, tá mais do que na hora de procurar um psicólogo ou analista para buscar a causa dessa carência e trabalhar nisso, para que você consiga futuramente ter um relacionamento sadio e equilibrado, ou amar a sua própria companhia, que eu acho bárbaro.
  Busque se priorizar, seja qual for a sua situação. O medo de ficar sozinha te impede de ser uma pessoa completa. Você não precisa de ninguém para ser completa. A pior coisa é estar numa relação onde a solidão é mais doente, ser ignorada em vez de elogiada. Não vale a pena gastar mais um segundo da sua vida em um relacionamento que não te traz futuro e nem te faz bem. Você é importante, você é capaz de ser feliz sem essa pessoa, e você tem infinitas possibilidades de ser feliz como quer. Eu sei porque estive nessa situação já. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje naquela época, com certeza não teria esperado cinco anos para terminar o relacionamento que beneficiava somente ele. Não cometa os erros que cometi.
  Finalizando, espero que você faça uma análise profunda da sua vida e do seu relacionamento, e seja capaz de se ver fazendo programas sozinha com uma liberdade digna de felicidade plena e em paz consigo mesma. Eu acredito que todos nós somos milagres, e capazes de fazer milagres, mas para nós mesmos. Seja seu próprio milagre. 

Minhas dicas que eu segui nessa jornada de ficar sozinha:
- Viaje, nem que seja um bate e volta para uma praia, sozinha. Isso te dará a oportunidade de curtir a sua própria companhia.
- Faça planos para você mesma. Ouse sonhar alto, como conhecer outro país, outras culturas...
- Faça cursos fora da sua área, isso dá a você outra visão da sua vida.
- Mude o visual se tiver problemas com auto estima, isso ajuda muito.
- Leia! Livros que recomendo sobre essa odisseia:
Ou veja muitos filmes sozinha, que é super delícia também.
Dicas de filmes:
Comer Rezar e Amar (óbvio)
De onde eu te vejo (filme brasileiro, que achei fantástico e com uma mensagem linda pra passar)
Sob o Sol da Toscana (quase um clássico, adoro esse filme e ele representa muito bem as mulheres que tentam superar um término e tenta recomeçar).
Livre, com a atriz Reese Witherspoon, que super representa bem o recomeço na vida de uma mulher e eu me identifiquei muito quando assisti.
Ou veja muitas séries, conforme o seu gosto, e sempre na sua própria companhia.

Espero que essas dicas tenha ajudado de alguma forma. Desejo de todo o meu coração que supere o medo de ser apenas você, sem a necessidade da companhia de outro alguém. Que seja capaz de ser feliz, sozinha ou acompanhada ❤

Bye. 

simplificandooamor.2013@gmail.com

Como a mulher reage à separação.

em quarta-feira, 26 de março de 2014

Falei muito de como podemos lidar com o luto. MAS estou devendo um artigo falando de como funciona a cabeça das mulheres no fim do relacionamento.


Vamos lá, quando a decisão é dela de dar um fim na relação, vamos primeiro entender os motivos. A mulher, na maioria de nós, damos sinais o tempo todo de que algo não vai bem. Podemos começar reclamando de algo até mesmo sem motivos, implicar com qualquer coisa. Choros que parecem sem motivos para o homem, e aquela conversa a famosa DR que todo homem foge.

É sinal de que algo a incomoda, algo não está certo pra ela. Ciúmes, falta de atenção, a pessoa não lhe é mais interessante, ou o amor simplesmente acabou, puf!
Entendendo esses motivos, lembrando das inúmeras vezes que ela se mostrou insatisfeita, não adianta se lamentar. Depois que ela se separa por decisão dela, as coisas começam a mudar na vida dos dois.
Ela se sente aliviada, é como se tivesse se livrado de uma tonelada de insatisfações. Ela vai ter tempo para cuidar mais de si mesma, de ver as amigas, a família, cuidar mais da vida dela que talvez ela não conseguia durante o relacionamento. 
Vamos entender que nós mulheres quando estamos num relacionamento podemos ficar sufocadas com a falta de privacidade e espaço. Então quando nos separamos ficamos mais aliviadas por esse ângulo principalmente, e também podemos mudar o visual, aceitar flertes e até mesmo rever um amor antigo.

Mas... em relação ao ex, o que acontece???
Bom, ai vamos contar segredinho aos homens!!
Não corram atrás de nós, primeiro que é isso que nós queremos mas como uma espécie de vingança e não por querermos voltar.
Quando o ex não dá a mínima atenção pra nós temos um sentimento de frustração. É como se ele também quisesse a separação, sabe, então pode bater aquele arrependimento.
Aí começamos a caçar o que ele anda fazendo pois desconfiamos que se ele se conformou é porque estava interessado em outra... 
Quando vemos que o ex fez algumas mudanças de visual, anda mais arrumado, com novo corte de cabelo...  saindo, e até mesmo conversando com uma mulher... ai, meu amigo... acredite, ficamos arrasadas e prestamos mais atenção ao que estamos perdendo. E sim, ficamos com ciúmes quando sabemos de algo relacionado a mulher e até mesmo quando mudam de visual.
Por isso, não demonstrem que querem voltar, nem ligam para saber notícias, mostrem que estão bem e partindo pra outra. 
Dessa forma há chances de mudarmos de ideia e correr atrás de vocês. E outra dica, sumam, não deem notícias, não nos procurem, ficamos numa deprê quando o ex não está nem aí. Então, deixem de dar notícias, ou quando aparecerem, estejam bem vestidos, com um sorriso arrasante e com aquele charme todo especial que a conquistou uma vez.


Quando elas não querem a separação.

A melhor forma de lidar com isso, é mostrar a ela com todo jeito e paciência os motivos que levaram a separação, deixar claro que não tem volta. Demonstre respeito nessa hora, a mulher precisa se sentir respeitada para entender que o parceiro deseja o bem dela e que está bem decidido pelo fim. Não apareça com ninguém até que ela se mostre conformada, e é indicado que converse com ela antes de aparecer com outra pessoa, sendo franco que está em outra e que ela precisa fazer o mesmo.
Tentem ficar amigos ou tenham um relacionamento mais tranquilo possível. Sumir da vida dela ou xinga-la por algum motivo não vai fazer ela entender que acabou e não tem mais volta. Entenda que ela está sofrendo, não deseja o fim do relacionamento. Que não esperava que acabasse os sonhos que construíram juntos, então, seja sensível. 

Então, tenham um diálogo, tire as dúvidas dela. Apenas isso é o mais básico e o mais importante a fazer.

:)


Cris

Recomeçar é preciso.

em quarta-feira, 5 de março de 2014


Boa noite, meninos e meninas, faz um tempinho que não atualizo a página e como hoje estou sem sono e com muita ansiedade por conta de alguns acontecimentos resolvi escrever um pouco.

Para quem acompanhou todo o blog e percebeu que muitas páginas foram removidas devido a mudanças que tive em minha vida. Para quem não acompanhou o blog, ele relatava toda uma experiência vivida por mim, era onde eu me abria constantemente quando eu precisava colocar para fora o que sentia e pensava. Na época eu namorava uma pessoa que eu acreditei ser o que esperava, infelizmente esse alguém não superou minhas expectativas e me deixou um turbilhão de sentimentos ruins. Não sou perfeita, mas procurei ao máximo preservar os sentimentos acreditando que valeria a pena.

Dediquei o blog com posts especiais sobre fim de relacionamento baseado em tudo o que vivi, em cada etapa aqui relatada e posso afirmar que você pode não esquecer a pessoa totalmente mas passa a ser mais confiante, ter mais segurança emocional e conquista sua auto estima. 

Quando terminei com meu ex, eu achava que não o esqueceria, que não amaria outra pessoa, sofri muito e levei tempo para sentir firmeza de que fiz a coisa certa. Me ocupei ao máximo, tracei novas metas, fiz novos amigos, me dediquei a cursos bons não só pelo currículo mas pelo aprendizado em si, adotei novos hobbys, li bons livros e assisti bastante filmes além de estar na constante companhia da minha filha que hoje tem 3 anos. E claro, engatei em um novo relacionamento que está em andamento. 
O coração? Está se recompondo aos poucos, depois de uma baita desilusão a gente fica com receios de se entregar de novo e se machucar mas hoje estou feliz e curtindo cada momento e todas as pessoas que encontro no caminho.

Se você está passando por alguma separação dolorosa aconselho que seja forte e não corra atrás. Dê um tempo. Dê um tempo para você mesma(0) e se dedique em se cuidar. As vezes quando terminamos uma relação é necessário um tempo para refletir, sem ver a pessoa amada você passa a analisar os fatos por outro ângulo e se perguntar: " Ele é a pessoa certa pra mim? O que ele tem a me oferecer? Será que eu o amo mesmo ou estou num comodismo e tenho medo da solidão? Ele me faz bem, por que?" Responda essas perguntas e você saberá se vale a pena esperar que haja reconciliação ou seguir em frente.
As vezes não aceitamos um término por acharmos que não vamos encontrar ninguém igual (as vezes graças a Deus que não encontramos), ou por medo de ficar só. Algumas pessoas ainda por acreditar que amam o suficiente para aguentar os erros da pessoa amada...
Vamos combinar uma coisa. Amor tem que ser correspondido, fazer feliz, fazer planos juntos, fazer BEM.  Essa coisa de perseguir a pessoa, não aceitar o término e querer até se matar porque a pessoa não quer voltar isso não é amor. Acredite que isso tem outro nome e não é legal. Quando você não aceita o término a outra pessoa te ver como alguém dependente, chata, deprimida e ninguém quer ficar ao lado de uma pessoa assim. Então, erga a cabeça, cuide de você. Esteja bem, sorria e mostre que é forte. Para ele ou ela olhar e pensar que você ainda é uma pessoa incrível e interessante e que uma possibilidade de reconciliação vire um desejo. 

Houve uma vez que fui noiva por 5 anos, e terminamos por motivos familiares dele, que nos perseguiam, e ele sempre os defendia. Então eu achei melhor seguir o meu caminho. Depois me arrependi, voltamos e ele terminou novamente mas partindo dele e eu concordei, pois achei que era o melhor a fazer, apesar de triste pois eu gostava muito dele. Depois de umas semanas sem nos vermos eu apareci na casa da irmã que tinha dois filhos que  cresceram comigo praticamente, tive convivência desde que nasceram. Eu estava de visual novo, tinha cortado o cabelo, passei a usar vestidos e sandálias que antes era mais esportiva digamos, e ele se surpreendeu ao me ver. Eu sorria, mostrava que estava bem e feliz, contei que estava fazendo cursos e tinha feito novas amizades. Estava bem, muito bem sem ele. Enquanto ele... estava do mesmo jeito que "deixei", no mesmo emprego, com o mesmo corte de cabelo e um pouco mais magro. Resultado, ele não estava mais interessante pra mim, mas eu estava para ele... e claro,  ele pediu meus novos contatos, ele ligava mas eu mantinha a distância, pois queria algo novo e ele seria a mesmice que não mudaria nada e eu continuaria infeliz, já que ele nada mudara. Eu havia mudado de dentro pra fora, e não pensem que eu não o amava mais, apenas sabia que ele não me faria feliz com tudo aquilo, que o que ele tinha a oferecer não era o bastante, e até eu mesma tinha muito pouco para ele. É necessário que a gente reconheça esse tipo de coisa para que conformemos com a situação com menos dor. Descubra o que é importante pra sua vida, as vezes a pessoa que você ama não é o melhor pra você e que não adianta insistir quando a pessoa não quer mais. Aceitar ainda é o melhor a se fazer e te torna interessante aos olhos da pessoa. 

O segredo é aceitar logo de cara, cuidar de si e voltar a ser interessante... 


Cris

Superando a separação: Busca pela felicidade.

em quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Muito se fala da busca pela felicidade e pouco se sabe sobre isso. 
A questão não é como você quer ser feliz, mas com o que pode. Poucos eu diria, sabem ser felizes pois estão sempre desejando mais e mais em sua vida, tornando a questão do querer numa fixação.
"Quero casar, ter filhos e ser feliz". Não é necessariamente preciso fazer as coisas nessa ordem. Seja feliz hoje, amanhã. Seja feliz com você mesmo sem precisar de outra pessoa pra isso. Se tem alguém que te faz feliz, segure, apenas isso, sem depositar nela uma responsabilidade das suas satisfações.

Acho que a pergunta certa seria: "O que me faz feliz?" Uma reunião com os amigos, ficar com a família, com a pessoa amada, com os filhos. Felicidade é uma sucessão de acontecimentos nostálgicos, que não foram planejados. Muitas vezes nem estavam escritos nas estrelas.

Nessa fase de luto de uma separação, no seu final do "funeral íntimo" a pessoa começa a entender que pode viver sem a outra sem se esmagar e a culpa pela desilusão amorosa começa a dar lugar à esperança de que fez a coisa certa em deixar o outro ir, partir. E começa a entender que pode recomeçar do zero e ser interessante ás outras pessoas.

Eu demorei um tempo para superar todo o acontecido com meu ex, sofri, penei muito. Antes eu o via como uma pessoa perfeita e isso acabava comigo, mas com a separação eu comecei a perceber suas falhas, terríveis defeitos e somente assim eu me dei conta que me apaixonei por uma pessoa que não existia. E isso foi bom, muito bom mesmo. Me fez acordar do meu luto, sair do meu casulo depressivo e enxergar as minhas qualidades e importância na vida de outras pessoas.

Passei por toda essa fase e hoje eu encontrei uma pessoa com o qual estou conhecendo, me entregando de pouco a pouco, e claro, sempre tem aquele receio, medo de ser magoada. Mas tenho que me permitir ser feliz e não jogar no novo o que antigo fez. Não posso radicalizar dizendo que esse relacionamento será como o anterior. Se você pensa dessa forma, sugiro que não se envolva com ninguém até pensar diferente.

Com essa pessoa eu tenho aprendido muito sobre a paciência, a confiança, o respeito e a amizade. Nos damos muito bem e logo no início tivemos uma química boa, eu diria até que um encaixe perfeito.

E como ele, eu busco a felicidade amorosa. O que é isso? Felicidade amorosa é um conjunto de coisas no relacionamento, como tudo isso que tenho aprendido com ele. A lealdade, transparência, amizade, respeito, tudo isso. É você saber lidar com os problemas com o apoio do outro, é se sentir bem com essa pessoa, onde você consegue ser você mesmo.

"Felicidade amorosa é um relacionamento feliz, completo, sólido, onde os dois se vêem juntos daqui mais 10 anos. É a união de duas mentes diferentes mas com os corações batendo no mesmo compasso." 

O que é a felicidade mesmo? Se você está se lembrando de algo que viveu de bom e está sorrindo ao lembrar, você foi feliz.
Felicidade são momentos agradáveis, uma sucessão de acontecimentos significativos que resultem em sorrisos e sonhos intermináveis.

Continue sorrindo e seja feliz!!!

By Ellen

Superando a separação: Aceitar o Novo!

em quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Nesse período de luto ou não, você vai se deparar com algumas oportunidades assim que aceitar que a vida continua. O importante é não alimentar a ideia de que não vai conhecer ninguém como o seu ex (graças a Deus!), e que sim, tem pessoas bacanas e bem melhores, que podem oferecer aquilo que o ex não tem mais ou nunca teve.
Aceitar o novo é primeiramente começar um novo ciclo na sua vida, é romper com as lembranças e a saudade da pessoa que saiu pela porta e não voltou mais.
Aceitar o novo é desistir de correr atrás daquilo que só atrasa seus sonhos, e se permitir a novos planos e projetos. E acredite, essa fase de luto acaba, e você pode inclusive dar boas risadas do que viveu.

Uma experiência minha. Eu estive em um relacionamento onde esperei muito da pessoa e nada tive, mas acreditei na relação, sofri com as idas e voltas e me acabei de chorar achando que ele era o homem da minha vida. Me acabei ainda mais com as acusações de traições e mentiras que ele fazia sem ao menos me dar a chance de defesa. Moral: Descobri recentemente que ele me traía com uma pessoa bem mais velha que ele e ainda que  a traiu comigo... e para piorar ela está esperando um filho dele. E ainda piorando mais a situação, ele nega. Percebi que não amava ele, porque eu amei uma mentira, ele é uma mentira constante. Amei uma mentira, uma pessoa que não existia, que eu apenas sonhava na minha cabecinha que ele era algo e não era... e assim, meus sentimentos se diluíram como num passe de mágica.
E ando feliz! Sabe o novo? Sim, aceitei o novo na minha vida e estou recomeçando tudo de novo, e dessa vez, espero ter acertado.

Então, aceite o novo, aceite o sol na sua janela, refaça seus passos em direção ao amor, o amor novo na sua vida.  Em algum lugar, algum momento vão se encontrar e se conhecer. Capriche no sorriso, no olho no olho, toques e a vida espera o melhor de você.
Não tenha medo de amar só porque um alguém não soube receber seus sentimentos da forma que gostaria. Ame sem culpa. Você não pode continuar presa a um passado que não voltará. E mesmo que volte, é necessário estar bem, feliz e linda, para que o outro reconheça a mulher que você é e que não pode deixa-la escapar.
Mostre o seu valor se amando, se cuidando. Homens gostam de mulheres com a auto estima e alegria em alta. De nada adianta querer voltar com o dito cujo se não estiver preparada pra isso. Faça um balanço de tudo e reveja suas prioridades na sua vida.

Ellen.

Superando uma separação Parte 3

em terça-feira, 19 de novembro de 2013


É muito importante a gente se auto-conhecer nessa fase. Saber se estamos no nosso juízo perfeito. Há pessoas que extrapolam, acabam criando uma situação desagradável com o ex, causando problemas, pagando mico, e isso pode ser definitivo pro bofe não querer olhar pra  sua cara. Cuidado!
Se você começar com a fase do desespero, procure viajar ou ocupe o seu tempo livre, não deixando espaço nem mesmo para os pensamentos. Faça academia, algo novo, mas não fique em casa caçando um jeito de chamar a atenção do seu ex, não faça isso. 

Quer chamar atenção? Suma. Não dê notícias. Suma das redes sociais, da roda de amigos. Faça isso. Nesse sumiço, mude o visual, paquere outros gatos se quiser, eleve sua auto estima. Quando estiver se sentindo poderosa, reapareça, coloque fotos que mostre que você está ótima, feliz, superada e arrasando. Vai deixar o bofe de queixo caído e se perguntando por que terminou com você. Faça ele perceber o que perdeu.

E vamos fazer uma outra análise?
Você conhece realmente seu ex? Você pode defini-lo com 3 palavras com toda a sua certeza?
As vezes achamos que conhecemos uma pessoa, mas costumo dizer que a gente só conhece realmente quando o relacionamento termina, isso porque testa o limite dos dois, a insegurança e o orgulho. Até onde um vai pelo outro, e se realmente houve um sentimento mútuo da parte dos dois ou foi fogo de palha.
Faça essa análise de forma que você entenda com quem estava, se tudo foi real, se em nenhum momento você criou expectativas demais imaginando que fosse um príncipe encantado enquanto na verdade era um sapo. Defina por sí, se o seu ex estava realmente com você ou somente você estava presente neste relacionamento. Seja realista. Seja honesta com suas respostas.

Depois dessa análise, decida se ama a pessoa de antes ou de agora. O mais importante desse trérmino de relacionamento é você entender através de outro ângulo as coisas que viveram juntos, é como assistir um filme. E você passa até a lembrar de coisas que passaram despercebidas e tenta entender coisas que achava que havia entendido antes. Mas cuidado com essa análise te fazer crias expectativas de um retorno.
Se quer voltar com o ex, é preciso entender os motivos do término. Se você errou, aprenda, e se reafirme com isso. Não viva o luto esperando ele voltar, apenas siga seu caminho como se nunca o tivesse encontrado. E mais uma vez, se OCUPE. 

O ex pode estar com outra pessoa, é um direito dele, tente aceitar essa possibilidade e encontre alguém para você também sem se sentir culpada. Ele não está com você, então está livre para viver novos amores, uma vida nova, um recomeço!

Cris







Superando uma separação Parte 2

em sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Iniciei falando da fase de luto no post anterior, de como reagimos a uma separação. E quanto mais a gente
entender o que acontece nessa fase, mais fácil de superar.

Nessa fase é comum a gente se culpar, ter a auto estima baixa, sair feito doido atrás de notícias da pessoa,o ciúme vir tomar conta em vez da gente entender que não fazemos mais parte da vida dela. E são os piores erros, principalmente hoje em dia com a era da informática. As redes sociais são recheadas de informações, mesmo que não tenha mais a pessoa em seu facebook acaba descobrindo algo no perfil de outra pessoa. Não é aconselhável sair em busca dessas notícias, além de não trazer ele de volta ainda vai te deixar mais chateada. 
Esse é o momento de reflexão, e não de teimar sem antes entender de fato porque terminaram. Entenda o que aconteceu, os motivos que levaram ao rompimento de vocês. Compreenda que houve um desgaste emocional, ele/ela estava insastifeito e quis outra coisa pra vida dele. Sei que é muito doloroso essa reflexão, mas é necessário.

Algumas pessoas tendem a sair atrás da pessoa, liga várias vezes, mandam sms,  e-mails, tentam reverter a situação de todo jeito. Se tem intenção de fazer a pessoa sentir sua falta, esse é o caminho errando...  Dê um tempo.É para dar mesmo!! Sei que vai sentir uma vontade tremenda de ligar para ouvir a voz dele, de dar um jeito de vê-lo mesmo de longe. Mas concentre-se em si mesma, na sua vida, nas suas coisas. Esse momento é só seu, para se auto conhecer. Desabafe com alguém, esteja sempre em companhia dos amigos, da família, dos colegas de trabalho, procure não ficar sozinha por muito tempo.
E nada de ficar vendo fotos, fuçando o facebook, ouvindo músicas que seriam a trilha sonora de vocês. Se ocupe, isso faz bem e só traz benefícios para a sua mente.

Na segunda semana é importante, pois a primeira se foi e vocês não se falaram, não reataram, então é quase definitivo que não tem volta. Então vamos superar. Para não ter a segunda semana de luto, eu recomendo que faça mudanças.
Se livre de tudo que lembre o ex, fotos, músicas, objetos, presentes. Se não tem coragem de desfazer dessas coisas, arrume uma caixa de papel mesmo, e coloque tudo dentro. As fotos do celular repasse para um dispositivo e guarde nessa caixa. Não deixe nada ao alcance dos seus olhos. E essa caixa, coloque em algum lugar onde você não tenha muito acesso, podendo até ser no armário dos seus pais ou irmãos, pedindo que eles não deixem que você chegue perto. E quando estiver preparada, se livre, jogue fora.

O mais importante dessa etapa, é você dar adeus ao passado, deixar ele onde deve estar, lá atrás e fazer um novo começo na sua vida. Faça novos cursos,  mude de casa, viaje, corte ou tinja o cabelo, compre roupas novas, fique linda, cuide de si. Conheça pessoas novas! Faça um balanço na sua vida, decida suas novas prioridades, veja as vantagens de estar solteira como a de ter mais tempo para os amigos, para os seus projetos e ainda, de conhecer uma pessoa interessante.

E coloque no papel os erros que você possa ter cometido no relacionamento rompido e guarde na sua agenda, para se lembrar de não comete-lo mais.

Ellen

Superando uma separação Parte 1

Devido ao grande número de pedidos para que eu desse dicas sobre separação, superar e tudo mais, resolvi fazer 7 passos especiais nesse assunto, para ajudar, compartilhar experiências e o mais importante, entender e resolver essa fase.


Hoje vamos então compreender melhor essa fase. Quando rompemos uma relação sempre ficamos em choque mesmo que fosse o esperado. Levar um fora, ser rejeitado ou sei lá como você define isso é sempre doloroso. O que acontece é que mesmo você desejando essa separação vai sentir no peito as facadas.


O amor as vezes nos prega peças. Durante o relacionamento é sempre importante manter o diálogo, a amizade, a cumplicidade, enfim, o respeito, se faltar um desses itens o relacionamento fica em desenquilibrio e a conexão entre os dois fica difícil, e começam as cobranças, as insastifações, os medos e as dúvidas. E começa a cogitar a possibilidade de uma separação. A maioria dos casais antes de decidirem pela separação agem de duas formas: O afastamento e ou pede um tempo.

Quando um se afasta, deseja que o outro sinta sua falta e perceba o que precisa ser feito, mudado. Ou que ele não tem coragem de terminar e acha que é melhor a outra pessoa tomar essa decisão. Isso acontece mais com os homens, quando estão insastifeito com o relacionamento começam a se afastar no início, podendo dar mais atenção ao trabalho, aos amigos e até a família, se tornando ausente para que a outra pessoa se canse e termine, e por que isso? Por que se ele terminar a relação há um risco gigantesco da mulher chorar, fazer drama, grudar nele que nem carrapato pedindo pra ele voltar.

O mesmo quando pede um tempo. Quem pede um tempo, talvez espera que a outra parte tome a iniciativa, mas há um lado interessante. Aquele que em vez de terminar pede esse tempo é porque tem medo de perder a pessoa por definitivo e dá uma sensação de que ainda tem a pessoa, um certo poder sobre ela ainda, e quando quiser a terá. 

O que acontece depois que se separam? É muito difícil para ambos a separação, é uma decisão bastante arriscada eu diria. Um pode perder o outro para sempre com isso, não tendo volta. Para as mulheres isso é mais intenso, porque somos mais sensíveis a assuntos que envolvem sentimentos, mas os homens também ficam bastante abalados com a separação. 

Daí se dá a crise de inconformações, se pergunta o que fez de errado, ou porque não agiu como deveria, fica se culpando, relambrando detalhes da relação, e fica tudo muito doloroso, você se acaba, entra em depressão e em guerra com todo mundo. O problema é a incapacidade de lidar com perdas, rejeições, e torna tudo mais complicado, não consegue superar e nem mesmo se conformar com tudo. Depois vem a saudade, você sente falta do sorriso, do abraço, de tudo o que viveram e chora absurdos durante a noite e de dia é quase impossível se concentrar no trabalho. Fica dias sem comer, sem dormir e por ai vai.

É preciso esse tempinho de "luto", é natural e faz bem quando não passa de duas semanas. Cada um lida da sua forma esse momento, alguns viajam, estudam, mudam de cidade, emprego, mudam o visual, mas todos temos esse tempo de luto para nós. 

Se você está passando por isso, chore, esse momento é seu, só seu, e saiba que isso vai passar, tudo passa!
Se recolha, fique em seu casulo, quietinha. Visualize o entardecer como uma despedida desse sentimento de abandono e ao nascer do sol, o seu recomeço!


Ellen

Esquecendo o ex, a ex.

em terça-feira, 12 de novembro de 2013

Não existe fórmula mágica para esquecer uma pessoa, dependendo da forma como foi o relacionamento e como terminou as coisas podem ser mais difíceis. Mas segundo especialistas em relacionamentos, a primeira coisa a fazer é não ficar relembrando o tempo todo, ficar vendo fotos, ouvir músicas que relembrem a pessoa.
Não sou a pessoa mais indicada para dizer o que fazer, como fazer, sei o quanto dói isso, mas umas dicas que sigo que são boas é de começar a sair, conhecer pessoas novas, fazer um curso, mudar de endereço, realizar antigos projetos e tentar ao máximo não pensar na pessoa. Se algo te faz lembrar o ex coloque uma música bacana que levanta a poeira, a que gosto de ouvir é da Rihanna, Take a Bow... levanta qualquer auto estima, tente!

Agora se deve ou não ficar com outra pessoa para esquecer o ex, isso vai de cada um, não acho legal usar uma pessoa para substituir a outra, tapar o sol com a peneira pode não dar certo e ainda pode magoar a pessoa. No meu caso não aconselho, é ruim demais. Já me usaram pra isso e a sensação é horrível.

Sabemos que as vezes, ou quase sempre, você se deita e começa a pensar no ex, lembrando de como era bom e começa a se perguntar o porque não deu certo, o que podia ter feito para que não acabasse assim, e fica achando coisas que talvez não exista, se culpando onde não foi culpada. Se não deu certo é porque algo faltou na relação, não se encaixavam mais, houve um desgaste emocional da parte de um e emoções demais do outro. Dê um tempo. As vezes o término não é definitivo se souber usar a cabeça direito.
Use esse tempo para você. Se cuide, mude o visual, sorria para si mesma e sacode a poeira.

Imagine que na esquina pode estar esperando por você um homem bacana. Terá mais chances de encontrar alguém que te faça realmente feliz, é só se dá essa chance. Dê essa chance a si mesma.

Se tem um ditado que pode servir de consolo que eu uso sempre desde os meus 16 anos é: "Se não pode estar com quem ama, ame a quem está você"

Ellen

Aceitar que acabou...

em quinta-feira, 22 de agosto de 2013



Terminar uma relação nunca foi fácil, e acredite, é bem pior para quem quer terminar enquanto o outro não digere direito. A pior parte é de aceitar o fim da relação. Ah, isso dá uma congestão danada no nosso coração mas com o tempo passa.

Primeiro que não será seu último relacionamento apesar de querer afirmar que não vai esquecer a pessoa, que não irá se envolver com mais ninguém, que vai se fechar... isso é fase, é um momento em que você precisa se recolher e entender aos poucos que acabou, que a pessoa se foi, e o que você ama não é a pessoa que terminou a relação e sim, a que começou. Muitas vezes temos dificuldades em aceitar o fim porque ficamos agarrados ao passado, nas lembranças dos bons momentos que tiveram, dos sonhos que sonharam juntos e dos planos que fizeram, ai fica aquela sensação de algo inacabado, e a frustração toma conta e você se sente movido na reconquista da pessoa amada. O aconselhável é não correr atrás, é dá um tempo, esperar que as coisas se acalme, que ele ou ela pense na decisão tomada e deixar que sinta sua falta, isso é natural. Não insista, não nos primeiros dias e semanas, deixe ele lá, e use esse tempo para se cuidar mais, sair com os amigos, estudar, conhecer pessoas novas e quem sabe, engatar um paquera que estava de olho em você há um tempo. A vida continua. 

E uma vez que você insiste, não respeita o tempo e espaço dele, o cara acaba pegando raiva de você, acredite, e o carinho que ainda possa existir entre os dois pode acabar ai.
Aceitar o fim da relação é entender que os dois mudaram, que estão amadurecendo para encontrarem algo novo, e entender o que se passa no coração do outro e respeitar isso em nome de tudo que viveram. Sei que para algumas pessoas isso ainda é muito difícil, existe casos e casos, mas ainda é válido o que estou acrescentando. E quanto mais rápido você superar a perda, mais rápido você estará pronta(o)  para um novo amor. 
Recentemente tive um desentendimento com meu (ex?) namorado e aceitei deixa-lo quieto, pois sei que quando estivermos preparados, inteiros um pro outro, vamos sentar e conversar, ajustar o que ficou fora do lugar e ver o que ainda pode ser remendado, isso quando ainda os dois se gostam, se querem bem, mas por circunstâncias nos afastamos mais uma vez e enquanto isso não acontece, olha só, é o que digo, estou me cuidando, fazendo minhas coisas e vou analisando se amo o cara de agora ou aquele que conheci... São a mesma pessoa? Hoje não, ele mudou bastante por diversos motivos e atritos que enfrentamos juntos.  Amo esse cara de agora, mas amo mais aquele que conheci, porque era mais doce, mais meigo, mais dedicado, mais interessado em estar comigo, enfim, hoje, ele assumiu uma série de compromissos com o trabalho e a família e não me inclui... e isso, me chateia, claramente, fora outras coisas. Então é o momento de eu me fechar pra balanço, avaliar e analisar o que tem que ser feito e o que não tem jeito, se ainda desejo esse relacionamento pra mim ou partir pra outra. Sinto falta dele, mas sinto mais falta de como ele era, é isso que devemos entender e cabe cada um decidir se quer ficar com a pessoa de agora. E não podemos criar expectativas de uma volta, e que se voltarem será uma maravilha como no início do namoro, é um dos maiores erros que comentemos. Aceite a realidade de agora, foque no que é possível fazer e não se iludir. Uma coisa que deve ser lembrado, é que jamais volte com ex planejando muda-lo, isso é grotesco. A mudança só é válida se for ele o beneficiado, mas jamais por egoismo ou capricho. 
O respeito quando ainda existe no casal que se separa é o que eu chamo de pequena chama que ainda resta, ou seja, pode ser o pavio que se reacende com o tempo, mas se vocês já perderam as contas de quantas vezes se agrediram verbalmente não acredito que uma volta seria saudável aos dois.

Aceitar a volta do outro é reconhecer que a fase ruim passou e precisam se conhecer novamente. Lembra da dica que dei de se cuidar, fazer suas coisas, enfim, ficar interessante de novo, então, está ai a beleza de reatar com a pessoa de novo, ela vai te conhecer outra vez, e se reconquistarem, como no primeiro encontro, primeiro beijo e tudo mais. Entende agora porque é benéfico deixar o gato sozinho, na dele, pensando, matutando o fim da relação, a decisão que ele tomou e tal... ai se reencontram!!! tanãnã Você está uma gata, bem cuidada, mais atraente que antes e possivelmente com alguns paqueras na sua cola... ele não vai entender porque terminou, rsrs


Aceite, meninas, aliás, surpreendem e deem apoio, digam que ficaram bem e tratem de se cuidar!!! Porque na próxima esquina pode estar o amor dos amores das suas vidas, pensou? 


Caprichem no visual, se equilibrem no salto, deslize o batom mais suave, retoque a maquiagem, engole o choro e faça a tempestade ir embora que você vai pra pista agitar o esqueleto com o mais gatinho que encontrar!! E deixe o seu gato na fossa um pouco com a escolha dele! rs

By Ellen

Amor e amizade.

em segunda-feira, 22 de julho de 2013



Já me perguntaram por que tantos casais se separam e voltam depois, e quando voltam o que seria o motivo
 real.
Sempre digo que amor só, não basta. Há um conjunto que acompanham esse amor, de nada adianta você estar ao lado de quem diz que ama e não estar feliz na relação. Todo amor em sí é uma amizade completa, de respeito, afeto, companheirismo. O seu amor dever ser o seu melhor amigo, ao menos, um dos seus melhores, o seu parceiro pra todas as horas. Não seria por quem você faria tudo, mas por quem a tudo suportaria e perdoaria. Quando um casal separado volta não foi o amor que o trouxe de volta, e sim a amizade que cultivaram ao longo do relacionamento, foi a pureza de suas essências para com a outra pessoa. Esquecem esse negócio de que amor é maior que amizade, os dois caminham juntos, sempre.

Vou postar uma soneto do meu poeta predileto, que amo demais... sempre diz as palavras certas no momento certo.

William Shakespeare...
Amizade e o Amor
Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

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