Mostrando postagens com marcador Superação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Superação. Mostrar todas as postagens

Você quer de volta quem te deixou?

em domingo, 15 de junho de 2025



Se você ama, tudo bem. Se ainda quer de volta, tudo bem também!
Mas, antes de correr atrás, volte para você. Porque no meio de tanto querer o outro, você talvez tenha esquecido de querer a si mesma. 
Separação dói. Parece que tiraram um pedaço de você. Mas, talvez seja exatamente esse o momento em que você começa a entender que ninguém nunca foi seu pedaço. Você é inteira. 
Agora é hora de levantar. Não para fingir força. Mas para construí-la.
Não corra atrás de alguém com as mãos vazias. Preencha sua vida de novo. Faça terapia. Cuide do seu corpo. Reencontre amigos. Redescubra paixões.
Se ainda for amor verdadeiro, vai voltar. Mas que volte para uma versão sua mais forte, mais consciente e mais viva. 
Não tente convencer ninguém a te amar. Se for amor de verdade, não precisa convencer. Só precisa existir. 
E se não voltar? Que bom! Porque você merece alguém que fique. E merece ser alguém que te escolhe todos os dias, antes de tudo.

Quer reconquistar? Então conquiste-se primeiro. 
Quer recomeçar? Comece por você. 

Você não perdeu o amor. Você ganhou a chance de se reconstruir. 
E acredite: a sua melhor versão não implora, Ela inspira. 

Ellen Roza

Término de relacionamento: Aceitação.

em sexta-feira, 15 de novembro de 2024



 Continuo recebendo bastante mensagens, pedindo conselhos sobre relacionamentos, principalmente após um término. A maioria dessas mensagens são de pessoas que não conseguem lidar bem com o término, nem superar. Li casos que me deixaram um pouco preocupada. 
 Eu compreendo que o término de uma relação pode ser uma experiência profundamente dolorosa e desorientadora. O fim de um relacionamento traz consigo a perda de sonhos, projetos e uma rotina compartilhada, aspectos que demandam tempo e cuidado para serem processados. Quando você tem uma dificuldade em aceitar e superar essa fase, é essencial compreender que essa resistência pe uma resposta emocional válida e, em muitos casos, faz parte do luto e do processo de reestruturação pessoal. 
Primeiramente, é importante reconhecer que os sentimentos intensos que acompanham o término - como tristeza, saudade e até uma sensação de vazio- não desaparecem da noite para o dia. A aceitação do fim de um relacionamento é, muitas vezes, uma jornada emocional que envolve um processo interno de autocompreensão e fortalecimento. Aqueles que se sentem estagnados nessa fase podem estar, inconscientemente, resistindo à aceitação para evitar confrontar a realidade e o desconforto da perda. 
Um ponto crucial para a superação é criar um espaço de autoempatia, permitindo-se sentir as emoções sem pressa para que desapareçam. Entender que a tristeza, o arrependimento ou até mesmo a raiva são sentimentos natuarais e, quando acolhidos, podem facilitar o caminho para a cura. Para isso, estratégias como expressar essas emoções através da escrita, conversar com amigos ou, quando possível, buscar apoio de um terapeuta, sõa de grande valor. 
Outro aspecto importante é evitar idealizar a relação passada. Quando estamos em sofrimentos, há uma tendência a recordar apenas os momentos bons e minimizar os conflitos e desafios que fizeram parte da relação. Esse filtro emocional pode tornar o processo de aceitação ainda mais complexo, e difícil. Trabalhar para ver a relação com clareza, reconhecendo os motivos que levaram ao término e as questões que existiam, ajuda a contextualizar o fim como um passo necessário para ambos.
Com o tempo, uma abordagem saudável inclui redirecionar a atenção para o próprio crescimento e autodescoberta. O término de um relacionamento oferece uma oportunidade de se reconectar com os interesses, valores e sonhos pessoais. Investir em atividades que tragam prazer e realização, como hobbies antigos, novos aprendizados e fortalecimento das amizades, é uma maneira de construir uma nova base emocional. Dessa forma, você pode redescobrir sua capacidade de sentir-se completo e satisfeito sem depender de uma relação amorosa. Isso se chama independência emocional. 
Superar o término de um relacionamento pode ser desafiador, mas com o acolhimento dos próprios sentimentos e a construção de uma nova narrativa para o futuro, é possível transformar essa experiência em um processo de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Lembre-se de que o caminho pode ser árduo, mas é através dele que se torna possível resconstruir-se com maior resiliência e equilíbrio emocional.

Abrigo para mulheres

em terça-feira, 1 de junho de 2021

 

Outro dia me perguntaram como resolver uma situação de violência doméstica, uma vez que o homem é o único provedor da casa. Muitas mulheres não sabem que existem abrigos que oferecem inclusive diversos serviços.

Como funciona a Casa de Apoio à Mulher?
Em um único espaço, é possível encontrar acolhimento especial em um ambiente confortável, acolhedor e seguro. A vítima, em situação de violência, recebe apoio psicológico e assistencial, com o amparo necessário para a sua segurança e bem-estar. Em São Paulo, a sede foi inaugurada em novembro de 2019.
Equipe Multidisciplinar

São diversos serviços em uma só localidade:

* Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica;
*Ministério Público, com atuação na ação penal dos crimes de violência;
*Defensoria Pública, com orientação às mulheres sobre seus direitos e assistência jurídica;
*Tribunal de Justiça, responsável pelos processos, julgamentos e execução das causas relacionadas à violência;
*Destacamento do programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Metropolitana, para proteger as vítimas;
*Alojamento de acolhimento provisório para os casos de iminência de morte.

Sob a responsabilidade da SMDHC (Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania) a Casa da Mulher Brasileira conta com recursos federais para a sua implementação e faz parte de um dos eixos do programa “Mulher Viver sem Violência”, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, com apoio do Governo Estadual e parceiros empresariais.

Casa da Mulher Brasileira
Endereço: Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci
Horário de Atendimento: 24 horas

Telefone: 3275-8000
Fontes: Governo Federal, Governo SP e Prefeitura SP

Em outras capitais, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, também oferecem os mesmos serviços. 

Casa de Referência à mulher/ Minas Gerais
Rua Paraíba, 641, Funcionários - BH Belo Horizonte, MG
Telefone: (31) 3658-9221

Casa Abrigo Lar da Mulher/ Rio de JaneiroPode entrar em contato pelo site da instituição.http://www.riosolidario.org/
Há outras tantas espalhadas pelo Brasil, e a própria delegacia da Mulher de cada estado pode encaminhar as vítimas para estes locais de proteção, uma vez que sua vida corre risco com o agressor solto. Gostaria de até fazer um apelo para que se puderem, fazer doações para essas instituições que muitas vezes dependem mais das doações, já que o governo não colabora muito com as verbas. Visitei uma  há quatro anos atrás e eles precisavam muito de doações, mobilizei meus amigos e conhecidos para nos reunir e arrecadar fundos. Pretendo fazer novamente este ano. 
Muitas vezes não denunciam seus agressores por medo de serem mortas, uma vez que moram na mesma casa e compartilham a guarda de filhos. São rodeadas de medo, e infelizmente não sabem que há esses abrigos em suas cidades. Em algumas situações, caso a sua cidade não tenha abrigo, a polícia pode solicitar uma busca para você e te encaminhar para o abrigo mais próximo, caso tenha vaga. Alguns abrigos fornecem alojamento por um período curto de tempo, mais por falta de vagas mesmo. Cerca de 300 mulheres por dia, chegam nos abrigos buscando uma vaga, dependendo da cidade. O governo precisaria construir pelo menos 20 abrigos em cada estado. Eu digo pelo menos, pois o número de abrigos disponíveis são insuficientes para atender tanta demanda e muitas mulheres são obrigadas a conviver com o agressor até que o processo finalize, caso ele seja denunciado. E o pior, se a mulher denuncia a agressão, corre risco de vida caso não tenha para onde ir e precisa continuar na mesma casa. Triste realidade, né?
Caso não consiga um abrigo, tente encontrar algum amigo que possa abriga-la, algum parente, mesmo que seja por uma semana, até você saber o que fazer. Nessas horas ninguém teria coragem de negar um lugar para você ficar, a menos que realmente não possa mesmo.
Já comentei aqui, acredito, que já sofri agressões de um parceiro com quem tive um relacionamento de idas e vindas por 4 anos. Eu acreditava que poderia ajuda-lo, muda-lo, mas ninguém pode mudar ninguém, viu. A pessoa muda por ela mesma, não é por outra pessoa.  Portanto, se você sofre de agressões físicas, psicológicas e verbais, tenha em mente que quem precisa mudar é você. Ou seja, não aceitar isso na sua vida, não continuar acreditando que vai mudar, que amanhã será melhor com o agressor. Ele não vai mudar, mesmo que for preso, ou enfrentar um processo, ele não mudará. Essa é a grande verdade. Alguns homens, quando se sentem ameaçados de serem presos, juram que não farão mais isso, e depois fazem , e de novo, de novo, de novo, até a mulher entender que aquilo não vai mudar.
Denuncie e procure um lugar para ficar. Mude a sua vida, agora!
Até mais.

Não se limite.

em quarta-feira, 26 de maio de 2021

 


Primeiramente, eu gostaria de agradecer ao e-mails que andei recebendo, com feedback sobre a minha última postagem, falando sobre liberdade emocional. Fiquei muito feliz, e devo dizer que eu deveria ter escrito mais coisas, porém, no momento as palavras me fugiram da mente, mas ainda bem que serviu para tocar algumas pessoas que leram.

O papo de hoje é sobre a gente não se limitar, não se anular na vida. A gente, às vezes, ou quase sempre, se anula por medo, por vergonha, até por cansaço, quem sabe. Limitamos os nossos sonhos tentando nos encaixar nos sonhos de outra(s) pessoa(s), caber dentro das possibilidades de outro alguém, e isso acontece muito quando somos casados, temos filhos, ou com uma vida estável, não queremos mexer no que está dando certo. Mas onde fica a emoção? Onde foi parar todo aquele senso de aventura e do sentimento de que tudo é possível? A gente sente falta disso, né? Principalmente quando a idade nos faz olhar para trás e a gente percebe que não realizou tudo o que queríamos. 

Eu cheguei numa fase de não desejar muita coisa, aprendi a apreciar o que tenho. Isso ficou mais forte  na pandemia, onde eu vi pessoas perderem a vida, inclusive, pessoas da minha família. Dá um choque de realidade, a gente lembra que a vida é frágil demais para ser desperdiçada. Então eu me vi fazendo promessas novamente, de viver intensamente, amar mais e odiar menos, praticar o bem sem olhar a quem, e perdoar até o que for imperdoável, o que é muito difícil. E prometi... não, eu não prometi, eu apenas ratifiquei o que venho fazendo, que é proteger minha filha e continuar sendo a melhor mãe que ela pode ter. E foram promessas como essas que me fizeram lembrar do sentimento de aventura, de que tudo é possível, e me fez voltar para a época que eu era jovem demais para entender tudo da vida, mas costumava acreditar que tudo era possível dentro do meu próprio mundo mágico. A gente reflete muito nesses momentos de tantas tragédias acontecendo no mundo todo, e eu me peguei perguntando do por quê não sermos assim quando não há tragédia? Por que nos limitamos, nos anulamos somente quando estamos acomodados com a nossa própria realidade?

Muitas vezes, temos medo de mudanças. Temos medo de que as coisas mudem tanto que não dê para voltar atrás. Como o medo de mudar para uma casa nova, em outra cidade, e até outro país. Medo de viajar para um país que você não sabe sequer o básico do idioma. Medo de encarar um novo relacionamento depois de tantas decepções. Medo, medo, medo. E a gente se acomoda com o que tem, aceita o que vem, calado. Mas a vida passa rápido demais para nos acomodar com tão pouco, é uma flecha que quando se atira, não volta atrás.

Eu participo de um grupo do facebook que reúne mulheres viajantes. Li um relato de uma querida participante que a admiro demais, onde ela conta que aos seus 48 anos, divorciada, filhos casados e a vida estável, resolveu viajar sozinha pela primeira vez para alguns países. O primeiro foi a Itália. Ela resolveu estudar o idioma por um ano, planejando a viagem durante esse tempo e foi. Mas conta que antes disso, ela se anulou pelos filhos, pelo marido que a traiu diversas vezes, pelo trabalho de coordenadora de uma escola e tantas outras coisas. Um dia ela estava em casa, num final de semana e uma amiga sua de longa data faleceu de câncer. Ela ficou arrasada por dias e disse que aquele final de semana foi o pior da sua vida. A partir disso, ela decidiu viver intensamente, com tudo o que tinha direito, e assim está fazendo. Ela já viajou para Dubai, Itália, Argentina e outros países. Vez e outra ela conta alguma coisa no grupo e inspira a nós mulheres, e é a ela que estou dedicando esse post e até aproveito para agradece-la por me inspirar sempre. Débora, muito obrigada, sempre!!

Histórias como a dela me faz pensar nas vezes em que me anulei. Eu sempre quis conhecer a Itália por causa da minha avó, e me anulei muito por causa do meu trabalho, minha filha, e diversas outras coisas. Eu desejava muito passar um tempo numa casa de praia só para escrever meu romance, então, eu venho me anulando sempre e não fazendo isso e outras que eu quero. Não vou culpar a maternidade, não tenho esse direito, pois há formas de eu realizar o que desejo, sempre. O problema é que vamos criando desculpas. Estamos sempre inventando um motivo para não fazemos o que realmente queremos. Medo. 

Então, minha amiga leitora, se você quer viajar para o Japão, compre a passagem e vá. Se não tem dinheiro, junte, planeje, foque. Se você quer um relacionamento mas tem receios, mande o medo para o inferno e se entregue de vez. Se você quer mudar de bairro, cidade, país, faça isso agora. A vida não espera você se livrar do medo. O planeta não para de girar e o relógio continua no seu tic tac.

 Faça tudo o que deseja agora. Tudo o que for saudável, que te deixe de consciência tranquila para dormir, viu. Não faça besteiras, nenhuma loucura que possa lhe prejudicar, ok?

Olhe para a sua janela. Se concentre no que vê. É a vida acontecendo lá fora. O dia vai mudando, tudo cresce e muda. E o que você fez por si mesma enquanto isso? Você conseguiu se cuidar? Conseguiu se colocar em primeiro lugar, ao menos por um dia? Fez aquela viagem que tanto planejou? Não? Não é tarde para isso. 

Claro, estamos numa pandemia e isso pode ser um motivo de não estamos fazendo tudo o que queremos. Por exemplo, pretendo ir a Coréia do Sul para um projeto que venho planejando há mais de um ano. Estou aguardando essa pandemia passar, então realmente não posso fazer absolutamente nada.  Não posso fazer nada que me coloque a minha saúde em risco, e posteriormente, a minha filha, por quem sou responsável. Mas, pequenos prazeres eu consigo realizar, como ter um dia inteiro de descanso em algum hotel spa. Tente isso uma vez, podendo ser num hotel de três estrelas, mas tem que ser somente você e a sua paz. É uma uma excelente terapia. Coisas desses tipos, dá para experimentar ao menos uma vez na vida. É só planejar, focar e não se anular, não inventando desculpas.

Não se limite, jamais.

Bye

Libertar- se.

em quinta-feira, 20 de maio de 2021

 

Eu poderia tecer qualquer besteira aqui sobre liberdade, aquela que você tem o direito de ir e vir, voltar, ficar, falar, pensar, expressar, e por aí vai. Isso todo mundo já conhece e está até careca de saber, certo? Mas, eu tenho pensando muito em escrever sobre liberdade emocional, o que pouco é falado nas redes sociais, blog, matérias e afins.

E o que é essa liberdade emocional? É o sentimento de desapego, de libertação daquilo que tanto te sufoca, te prende a sentimentos que não são recíprocos ou sadios. É como diz o ditado: Quando morre o apego, nasce a liberdade emocional.

Eu tenho falado muito sobre a inteligência emocional aqui no blog, e ela é importante para o processo dessa liberdade emocional acontecer. Mas aí, você vai me perguntar: Ellen, como eu faço isso? Eu ainda amo aquela pessoa, eu ainda quero isso e aquilo, eu sinto falta disso e disso, e por aí vai... Tudo é um processo, e vai de você dar início a esse processo, através da sua consciência e responsabilidade dos seus sentimentos. Tudo depende unicamente de você. Esquece o outro, deixa para lá. O agora, é você e o seu recomeço. É você e sua autonomia pessoal e emocional.

Sei que parece fácil falar, mas também não é difícil realizar quando a gente percebe a necessidade de dar o primeiro passo para nos refazer das cinzas daquilo que se foi, daquilo que te faz mal, que te deixa infeliz, insatisfeita, etc. Ah, claro, o amor próprio é tudo, mas sem exageros. Então, liberte-se. 

O blog seguia a linha única do tema  sobre relacionamentos. Com o tempo, eu senti necessidade de abrir novos caminhos, novas abas, novos assuntos Depois percebi que isso ajudou as leitoras a focarem em outras coisas, pois a maioria chega aqui tentando buscar soluções para os seus relacionamentos complicados e confusos, ou simplesmente entender o que está acontecendo. E eu sempre venho falando sobre focar em outras coisas quando o fim do término ainda te afeta, acho que levei isso para o blog, outros focos.

Se prender em relações frustradas simplesmente porque você acha que não pode viver sem aquela pessoa é um peso no tempo. Você acha que não vai conhecer alguém como ela novamente, mas lembre-se, que essa pessoa não pretende te fazer feliz mais, então, o certo é você agradecer por uma nova oportunidade de conhecer alguém que tenha esse interesse. As possibilidades são infinitas, e a pessoa que você ama está lá no passado, o que ele/ela já foi um dia, mas as coisas mudaram, ele/ela mudou. 

A gente se amarra na possibilidade de uma reconciliação porque temos esperança de tudo voltar a ser como foi no começo do relacionamento. E a gente tem que lembrar dos problemas atuais, dos motivos que levaram ao término. Os sentimentos demoram um pouco para "sumirem", porque é um processo. Eu digo que são três fases do término: O luto, a negação e a aceitação. Primeiro, você sofre a perda, segundo, você cai em negação, não acredita que a relação realmente acabou. E terceiro, você começa a aceitar melhor o término porque percebe que foi o melhor para os dois, e que você precisa seguir em frente. No começo é duro, a gente acha que vai morrer, que não vai aguentar mais nada, nem outra perda. E eu garanto, vai passar. Tudo passa, e você vai amar novamente, vai se entregar de novo. 

A liberdade emocional trabalha no fortalecimento emocional, te ajudando a aceitar melhor o que sente, mas antes de tudo, com a consciência do que te faz bem e do que te faz mal. É onde entra a inteligência emocional, que te ajuda a escolher o que deve sentir, quando sentir, e quando deixar de sentir. 

Eu levei tempo para trabalhar tudo isso. No começo é difícil, eu tive dificuldades em reconhecer o que me fazia mal, e o que era o melhor, aceitar certas coisas. Posso dizer que fui saco de pancadas de muita gente porque eu não sabia dizer "chega, não quero ser tratada assim", e com  o tempo eu fui reconhecendo que eu permitia isso, eu me calava em vez de reagir. As humilhações foram muitas e eu aguentei acreditando que estava protegendo pessoas que eu amava, e não, não estava. Eu fiquei emocionalmente doente por um tempo, tive depressão, cheguei ao fundo do poço achando que não aguentaria mais segurar tanta barra sozinha. Chegou um momento que eu avaliei tudo, me avaliei, me pontuei e decidi que aquilo acabaria. Eu fiz um esforço tremendo para me curar, mas antes de tudo, aceitar que precisava de ajuda. E não falo só de relacionamento amoroso, mas de todos os relacionamentos da vida. A gente aprende.

E a idade também me ajudou a chegar onde cheguei, na maturidade emocional e liberdade. Estou na casa dos 40 já, tudo passou tão rápido e eu olho para trás e penso: "Puxa, eu era assim, quem diria". Quando eu era mais nova, era muito ingênua. Eu acreditava na bondade das pessoas e perdoava fácil. Aceitava todo tipo de coisas porque acreditava que aquilo era só de momento, apesar de ficar magoada. O tempo me ajudou a reconhecer o que aquilo não era sadio para mim. A gente tende a não querer enxergar, por diversos motivos. A gente tapa o sol com a peneira e acaba sofrendo, e desnecessariamente. A gente não precisa passar por isso. 

Se você tem uma relação, seja com familiar, amigos, parceiro, que não está te fazendo bem, não precisa conviver o tempo todo, não precisa aceitar o que te faz mal. É uma decisão sua. Ou você aceita e aguenta firme sem reclamar, ou deixe ir e recomece sua vida. Ou simplesmente se afaste por um tempo para que as coisas se esclareceram na sua mente. Mas tenha consciência do que você está permitindo que façam, que falam e o que pensem sobre você.

Tem uma coisa que eu costumo falar para alguns amigos que é a gente ficar OFF. Ou seja, não falar muito da sua vida para as pessoas, ou falar tudo o que pensa, principalmente nas redes sociais, pois isso é dar munição para gente desocupada falarem da sua vida. E a gente sabe que o passatempo preferido de pessoas tóxicas é falar mal da vida alheia como se a dela fosse perfeita. E uma coisa é certa, quando nós estamos ocupados amando e vivendo a própria vida, não tem tempo para tomar conta da vida de outra pessoa. E isso eu também custei a aprender, mas aprendi. Portanto, viva em OFF, e liberte-se. Dane-se o que vão pensar sobre o fim do seu casamento, do seu relacionamento, do que quer que seja sobre você, meu bem. Liberte-se no seu OFF.

Se você está sofrendo agora, seja qual for a razão, decida que não vai ficar assim porque merece ser feliz. Decida que vai escrever sua própria história, e vai deixar um legado lindo para as pessoas que você realmente ama. Decida que vai orgulha-se de si mesma a partir de agora. Decida que vai ser diferente daqui para a frente e vai ser aquela pessoa FODA. Decida ser quem você realmente é, porque é só você que importa. Essa é a graça da liberdade emocional. Decidir se libertar. No fim, você vai descobrir que ficar preso não que não te feliz não tem grande valia. 

Liberte-se, agora.

Bye

Meus livros

Topo