Benefícios do Jejum Intermitente.

em sexta-feira, 23 de maio de 2025

 

  O jejum intermitente é uma estratégia alimentar que alterna períodos de alimentação com períodos de jejum. Ele tem ganhado destaque por seus benefícios à saúde, sustentados por estudos científicos e relatos de pessoas que adotaram o método.
  Um dos principais benefícios do jejum intermitente é a melhora na sensibilidade à insulina. Isso significa que o corpo passa a usar a glicose de forma mais eficiente, o que pode ajudar a prevenir ou controlar o diabetes tipo 2. Além disso, o jejum contribui para a redução dos níveis de açúcar no sangue e da inflamação no organismo.
  Outro ponto positivo é a perda de peso. Ao limitar a janela de alimentação, muitas pessoas acabam reduzindo a ingestão calórica sem precisar contar calorias. O corpo, nesse processo, recorre às reservas de gordura como fonte de energia, favorecendo o emagrecimento de forma natural.
  O jejum também pode beneficiar o cérebro. Há indícios de que ele estimula a produção de hormônios e proteínas ligados à proteção e regeneração das células nervosas, o que pode melhorar a memória e a clareza mental. Além disso, pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.
  Por fim, o jejum intermitente promove uma relação mais consciente com a alimentação. Ele ajuda a diferenciar fome real de vontade de comer, favorecendo hábitos mais equilibrados.
  Embora não seja indicado para todos, especialmente pessoas com histórico de distúrbios alimentares, gestantes ou indivíduos com condições médicas específicas, o jejum intermitente pode ser uma ferramenta eficaz para melhorar a saúde de forma simples e natural, desde que adotado com orientação adequada.
  A seguir, explicamos os efeitos no corpo de acordo com os diferentes protocolos de jejum intermitente. Cada janela de tempo promove respostas fisiológicas específicas, que se intensificam à medida que o jejum se prolonga.

Jejum de 12 horas (12h jejum / 12h alimentação)

  Este é o protocolo mais leve e serve como porta de entrada para quem está começando. Após cerca de 8 a 12 horas sem comer, os níveis de insulina caem e o corpo começa a queimar gordura como fonte de energia. Ainda não há um impacto profundo, mas já é suficiente para reduzir o “beliscar” constante e melhorar o controle da fome.

Principais efeitos:

  • Leve queima de gordura;

  • Descanso para o sistema digestivo;

  • Redução nos picos de insulina;

  • Melhora gradual no metabolismo.

Jejum de 16 horas (16h jejum / 8h alimentação – método 16:8)

  Um dos protocolos mais populares, especialmente entre pessoas que buscam emagrecimento. Após cerca de 14 horas de jejum, o corpo entra em um estado mais acentuado de queima de gordura. Também há um aumento na produção de hormônio do crescimento, o que ajuda na preservação da massa muscular.

Principais efeitos:

  • Queima mais eficiente de gordura corporal;

  • Melhora na sensibilidade à insulina;

  • Aumento do foco mental;

  • Elevação dos níveis de hormônio do crescimento (GH);

  • Redução do apetite, com o tempo.

Jejum de 18 a 20 horas (método 18:6 ou 20:4)

  Neste estágio, os efeitos metabólicos são ainda mais evidentes. O corpo passa a depender quase exclusivamente da gordura como combustível, e os níveis de cetonas (substâncias geradas a partir da gordura) aumentam. Isso pode beneficiar o cérebro, proporcionando maior clareza mental.

Principais efeitos:

  • Estado de cetose leve a moderada;

  • Redução acentuada da inflamação;

  • Melhora na função cognitiva;

  • Maior mobilização de gordura abdominal;

  • Estímulo à autofagia (processo de “limpeza celular”).

Jejum de 24 horas (uma refeição por dia – método OMAD)

  Depois de 20 a 24 horas sem comer, o corpo entra em um estado mais profundo de autofagia, onde células danificadas e proteínas malformadas são recicladas. Isso pode ter efeitos positivos na prevenção de doenças degenerativas e no envelhecimento celular.

Principais efeitos:

  • Autofagia intensa (regeneração celular);

  • Potente estímulo à queima de gordura;

  • Redução de marcadores inflamatórios;

  • Potencial proteção contra doenças como Alzheimer e câncer (ainda em estudo);

  • Redefinição do apetite e saciedade.

Jejum prolongado (acima de 36 horas)

  Este tipo de jejum deve ser feito com supervisão profissional. Os efeitos fisiológicos são mais profundos: há um aumento expressivo da autofagia e uma reprogramação metabólica significativa. O corpo entra em cetose profunda, usando gordura como quase única fonte de energia.

Principais efeitos:

  • Regeneração celular avançada;

  • Potencial renovação do sistema imunológico;

  • Redução drástica de inflamações e toxinas;

  • Necessidade de atenção à reposição de eletrólitos e nutrientes.

Considerações finais:
  Cada protocolo oferece benefícios específicos, que podem ser adaptados aos objetivos individuais – desde leve desintoxicação e controle de apetite até perda de gordura e regeneração celular. O importante é que o jejum seja feito com consciência, respeitando os sinais do corpo e, sempre que possível, com acompanhamento profissional.

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