Este é o protocolo mais leve e serve como porta de entrada para quem está começando. Após cerca de 8 a 12 horas sem comer, os níveis de insulina caem e o corpo começa a queimar gordura como fonte de energia. Ainda não há um impacto profundo, mas já é suficiente para reduzir o “beliscar” constante e melhorar o controle da fome.
Principais efeitos:
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Leve queima de gordura;
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Descanso para o sistema digestivo;
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Redução nos picos de insulina;
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Melhora gradual no metabolismo.
Jejum de 16 horas (16h jejum / 8h alimentação – método 16:8)
Um dos protocolos mais populares, especialmente entre pessoas que buscam emagrecimento. Após cerca de 14 horas de jejum, o corpo entra em um estado mais acentuado de queima de gordura. Também há um aumento na produção de hormônio do crescimento, o que ajuda na preservação da massa muscular.
Principais efeitos:
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Queima mais eficiente de gordura corporal;
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Melhora na sensibilidade à insulina;
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Aumento do foco mental;
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Elevação dos níveis de hormônio do crescimento (GH);
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Redução do apetite, com o tempo.
Jejum de 18 a 20 horas (método 18:6 ou 20:4)
Neste estágio, os efeitos metabólicos são ainda mais evidentes. O corpo passa a depender quase exclusivamente da gordura como combustível, e os níveis de cetonas (substâncias geradas a partir da gordura) aumentam. Isso pode beneficiar o cérebro, proporcionando maior clareza mental.
Principais efeitos:
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Estado de cetose leve a moderada;
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Redução acentuada da inflamação;
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Melhora na função cognitiva;
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Maior mobilização de gordura abdominal;
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Estímulo à autofagia (processo de “limpeza celular”).
Jejum de 24 horas (uma refeição por dia – método OMAD)
Depois de 20 a 24 horas sem comer, o corpo entra em um estado mais profundo de autofagia, onde células danificadas e proteínas malformadas são recicladas. Isso pode ter efeitos positivos na prevenção de doenças degenerativas e no envelhecimento celular.
Principais efeitos:
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Autofagia intensa (regeneração celular);
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Potente estímulo à queima de gordura;
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Redução de marcadores inflamatórios;
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Potencial proteção contra doenças como Alzheimer e câncer (ainda em estudo);
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Redefinição do apetite e saciedade.
Jejum prolongado (acima de 36 horas)
Este tipo de jejum deve ser feito com supervisão profissional. Os efeitos fisiológicos são mais profundos: há um aumento expressivo da autofagia e uma reprogramação metabólica significativa. O corpo entra em cetose profunda, usando gordura como quase única fonte de energia.
Principais efeitos:
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Regeneração celular avançada;
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Potencial renovação do sistema imunológico;
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Redução drástica de inflamações e toxinas;
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Necessidade de atenção à reposição de eletrólitos e nutrientes.

