Saúde: Colesterol

em quarta-feira, 17 de setembro de 2025

  

  Muita gente teme o tal colesterol, mas poucos sabem o que é exatamente e como ele afeta o organismo. 
  Colesterol é uma molécula gordurosa (um lipídio), que o nosso corpo produz naturalmente e também absorve de alguns alimentos. Ele é tipo o "tijolo químico" que o corpo usa para várias construções importantes: formar menbranas das células, produzir hormônios (como estrogênio, testosterona e costisol), fabricar vitamina D e criar bile (que ajuda na digestão de gordura).
  O problema é o desequilíbrio. Existem dois "times" principais:

  •   LDL (lipoproteína de baixa densidade): conhecimento como "colesterol ruim). Ele carrega colesterol do fígado para as molésculas, mas se sobrar no sangue, pode acumular nas paredes das artérias, formando placas e aumentando risco de infarto e AVC. 
  • HDL (lipoprotepina de alta densidade): o "colesterol bom". Ele faz a faxina levando o excesso de colesterol das células e artérias de volta para o fígado, onde será processado e eliminado. 
  Então, colesterol não é vilão por si só. Sem ele, a gente não estaria nem vivo. O risco aparece quando o LDL está alto e o HDL está baixo — como um condomínio onde só tem gente acumulando lixo e ninguém recolhendo. 

  O que fazer para baixar o colesterol? 
 
O primeiro passo não é correr para cortar tudo do prato ou entupir o armário de remédios. É entender onde está o desequilíbrio. 
  Geralmente o médico pede um exame chamado perfil lipídios (mostra LDL, HDL, triglicerídios e colesterol total). Com esse mapa em mãos, dá para saber como começar a agir.
 
  A sequência inicial costuma ser:
  1. Conversar sério com seu médico: Ele vai avaliar se seu caso é só ajuste no estilo de vida ou se já precisa de remédio (tipo estatina). Cada corpo responde diferente

  2. Olhar para a rotina, não só para a comida: Dormir nal, estresses e sedentarismo bagunçam tanto quanto gordura saturada. 

  3. Mexer a dieta aos poucos: A ideia não é cortar gordura totalmente (até porque precisamos dela), mas trocar:
  • Menos fritura, embutido, fast-food e gordura animal em excesso. 
  • Mais fibras (aveia, frutas, verduras, leguminosas), porque ajudam a eliminar colesterol.
  • Peixes, oleaginosas e azeite entram como aliados. 
  • Mexer o corpo. Exercício regular aumenta o HDL, o "bom". 
  • Definir um ponto de reavaliação. Geralmente 3 meses de mudanças já mostram diferença nos exames. 
  Em resumo: diagnóstico, ajuste de estilo de vida, depois reavaliação. 
  É tipo quando o computadir dá bug: primeiro você identifica o erro, depois faz uma limpeza no sistemam e só se não resolver, formata.

  Alimentos que ajudam a eliminar o colesterol ruim:
 Se a gente for direto ao ponto, existem alguns alimentos "super aliados" que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e até aumentar o bom (HDL). A chave é fibras solúveus, gorduras boas e antioxidantes. 
  • Aveia e cevada: cheia de fibras solúveis que literalmente "varrem" o colesterol do intestino.
  • Frutas: maçã, pera, laranja e frutas vermelhas têm pectina, outra fibra que ajuda a reduzir o HDL. 
  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão de bico... fibras + proteínas sem gordura ruim. 
  • Oleaginosas: amêndoas, nozes, castanhas; ajudam a aumentar o HDL e reduzem inflamações. 
  • Peixes gordurosos: salmão, sardinha, atum; ricos em ômega-3, diminuem triglicérides e inflamações nas artérias. 
  • Azeite de oliva: gordura boa que protege o coração. 
  • Chá verde: antioxidantes que ajudam no metabolismo do colesterol. 
  • Alimentos enriquecidos com esteróis/estanóis: algumas margarinas e iogurtes; esses compostos competem com o colesterol na absorção intestinal.
    E, claro, vale evitar excesso de gordura saturada e trans: frituras, fast-food, embutidos, manteiga en excesso... 

Você quer de volta quem te deixou?

em domingo, 15 de junho de 2025



Se você ama, tudo bem. Se aibda quer de volta, tudo bem também!
Mas, antes de correr atrás, volte para você. Porque no meio de tanto querer o outro, você talvez tenha esquecido de querer a si mesma. 
Separação dói. Parece que tiraram um pedaço de você. Mas, talvez seja exatamente esse o momento em que você começa a entender que ninguém nunca foi seu pedaço. Você é inteira. 
Agora é hora de levantar. Não para fingir força. Mas para construí-la.
Não corra atrpas de alguém com as mãos vazias. Preencha sua vida de novo. Faça terapia. Cuide do seu corpo. Reencontre amigos. Redescubra paixões.
Se ainda for amor verdadeiro, vai voltar. Mas que volte para uma versão sua mais forte, mais conscientem mais viva. 
Não tente convencer ninguém a te amar. Se for amor de verdade, não precisa convencer. Só precisa existir. 
E se não voltar? Que bom! Porque você merece alguém que fique. E merece ser alguém que se escolhe todos os dias, antes de tudo.

Quer reconquistar? Então conquiste-se primeiro. 
Quer recomeçar? Comece por você; 

Você não perdeu o amor. Você ganhou a chance de se reconstruir. 
E acredite: a sua melhor versão não implora, Ela inspira. 

Ellen Roza

Benefícios do Jejum Intermitente.

em sexta-feira, 23 de maio de 2025

 

  O jejum intermitente é uma estratégia alimentar que alterna períodos de alimentação com períodos de jejum. Ele tem ganhado destaque por seus benefícios à saúde, sustentados por estudos científicos e relatos de pessoas que adotaram o método.
  Um dos principais benefícios do jejum intermitente é a melhora na sensibilidade à insulina. Isso significa que o corpo passa a usar a glicose de forma mais eficiente, o que pode ajudar a prevenir ou controlar o diabetes tipo 2. Além disso, o jejum contribui para a redução dos níveis de açúcar no sangue e da inflamação no organismo.
  Outro ponto positivo é a perda de peso. Ao limitar a janela de alimentação, muitas pessoas acabam reduzindo a ingestão calórica sem precisar contar calorias. O corpo, nesse processo, recorre às reservas de gordura como fonte de energia, favorecendo o emagrecimento de forma natural.
  O jejum também pode beneficiar o cérebro. Há indícios de que ele estimula a produção de hormônios e proteínas ligados à proteção e regeneração das células nervosas, o que pode melhorar a memória e a clareza mental. Além disso, pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.
  Por fim, o jejum intermitente promove uma relação mais consciente com a alimentação. Ele ajuda a diferenciar fome real de vontade de comer, favorecendo hábitos mais equilibrados.
  Embora não seja indicado para todos, especialmente pessoas com histórico de distúrbios alimentares, gestantes ou indivíduos com condições médicas específicas, o jejum intermitente pode ser uma ferramenta eficaz para melhorar a saúde de forma simples e natural, desde que adotado com orientação adequada.
  A seguir, explicamos os efeitos no corpo de acordo com os diferentes protocolos de jejum intermitente. Cada janela de tempo promove respostas fisiológicas específicas, que se intensificam à medida que o jejum se prolonga.

Jejum de 12 horas (12h jejum / 12h alimentação)

  Este é o protocolo mais leve e serve como porta de entrada para quem está começando. Após cerca de 8 a 12 horas sem comer, os níveis de insulina caem e o corpo começa a queimar gordura como fonte de energia. Ainda não há um impacto profundo, mas já é suficiente para reduzir o “beliscar” constante e melhorar o controle da fome.

Principais efeitos:

  • Leve queima de gordura;

  • Descanso para o sistema digestivo;

  • Redução nos picos de insulina;

  • Melhora gradual no metabolismo.

Jejum de 16 horas (16h jejum / 8h alimentação – método 16:8)

  Um dos protocolos mais populares, especialmente entre pessoas que buscam emagrecimento. Após cerca de 14 horas de jejum, o corpo entra em um estado mais acentuado de queima de gordura. Também há um aumento na produção de hormônio do crescimento, o que ajuda na preservação da massa muscular.

Principais efeitos:

  • Queima mais eficiente de gordura corporal;

  • Melhora na sensibilidade à insulina;

  • Aumento do foco mental;

  • Elevação dos níveis de hormônio do crescimento (GH);

  • Redução do apetite, com o tempo.

Jejum de 18 a 20 horas (método 18:6 ou 20:4)

  Neste estágio, os efeitos metabólicos são ainda mais evidentes. O corpo passa a depender quase exclusivamente da gordura como combustível, e os níveis de cetonas (substâncias geradas a partir da gordura) aumentam. Isso pode beneficiar o cérebro, proporcionando maior clareza mental.

Principais efeitos:

  • Estado de cetose leve a moderada;

  • Redução acentuada da inflamação;

  • Melhora na função cognitiva;

  • Maior mobilização de gordura abdominal;

  • Estímulo à autofagia (processo de “limpeza celular”).

Jejum de 24 horas (uma refeição por dia – método OMAD)

  Depois de 20 a 24 horas sem comer, o corpo entra em um estado mais profundo de autofagia, onde células danificadas e proteínas malformadas são recicladas. Isso pode ter efeitos positivos na prevenção de doenças degenerativas e no envelhecimento celular.

Principais efeitos:

  • Autofagia intensa (regeneração celular);

  • Potente estímulo à queima de gordura;

  • Redução de marcadores inflamatórios;

  • Potencial proteção contra doenças como Alzheimer e câncer (ainda em estudo);

  • Redefinição do apetite e saciedade.

Jejum prolongado (acima de 36 horas)

  Este tipo de jejum deve ser feito com supervisão profissional. Os efeitos fisiológicos são mais profundos: há um aumento expressivo da autofagia e uma reprogramação metabólica significativa. O corpo entra em cetose profunda, usando gordura como quase única fonte de energia.

Principais efeitos:

  • Regeneração celular avançada;

  • Potencial renovação do sistema imunológico;

  • Redução drástica de inflamações e toxinas;

  • Necessidade de atenção à reposição de eletrólitos e nutrientes.

Considerações finais:
  Cada protocolo oferece benefícios específicos, que podem ser adaptados aos objetivos individuais – desde leve desintoxicação e controle de apetite até perda de gordura e regeneração celular. O importante é que o jejum seja feito com consciência, respeitando os sinais do corpo e, sempre que possível, com acompanhamento profissional.

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